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Noelia Castillo vai morrer por eutanásia. "Quero partir já em paz e deixar de sofrer, ponto final"
A eutanásia foi aprovada depois de a jovem espanhola ter vencido uma batalha judicial com o seu pai.
Noelia Castillo, uma espanhola de 25 anos, vai morrer esta quinta-feira depois de ter pedido a morte medicamente assistida.
Castillo pediu a eutanásia depois de ter ficado paraplégica na sequência de uma tentativa de suicídio. O pedido foi aceite em julho de 2024, após a agência governamental catalã ter determinado que a jovem apresentava um quadro clínico “irrecuperável” que lhe causava “grave dependência, dor crónica e debilitante e sofrimento”.
No entanto, o processo arrastou-se até agora devido a uma batalha legal com o pai. Gerónimo Castillo, pai de Noelia, opôs-se à decisão e levou o caso a tribunal com a ajuda da organização católica ultraconservadora Abogados Cristianos.
O processo arrastou-se por 601 dias mas esta semana, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos chumbou o último recurso apresentado pela equipa do pai de Noelia, confirmando a legalidade da eutanásia e rejeitando, entre outros motivos, a alegada falta de capacidade da jovem para decidir.
"Espero finalmente poder descansar, porque não aguento mais esta família, não aguento mais a dor, não aguento mais tudo o que me atormenta desde que passei por isso", disse Noelia em entrevista ao programa televisivo espanhol “Y ahora Sonsoles”.
“Ninguém da minha família está a favor da eutanásia”, disse. “Obviamente, porque eu sou outro pilar da família. Eu parto e vocês ficam aqui com toda a dor. Mas eu penso: e eu, toda a dor que sofri durante todos estes anos? Quero partir já em paz e deixar de sofrer, ponto final”.
A jovem de 25 anos diz que quer morrer sozinha, sem ninguém a seu lado. “Não quero ninguém lá dentro, não quero que me vejam fechar os olhos”, disse durante a entrevista.
Noelia diz ter sofrido diversos episódios de abuso e agressão sexual e em outubro de 2022 tentou suicidar-se ao atirar-se do quinto andar de um prédio, tendo ficado paraplégica.
A eutanásia foi legalizada em Espanha em junho de 2021, tornando-se o quarto país da União Europeia a legalizar a morte medicamente assistida. O caso de Noelia foi, no entanto, o primeiro a ir a julgamento em Espanha.
Castillo pediu a eutanásia depois de ter ficado paraplégica na sequência de uma tentativa de suicídio. O pedido foi aceite em julho de 2024, após a agência governamental catalã ter determinado que a jovem apresentava um quadro clínico “irrecuperável” que lhe causava “grave dependência, dor crónica e debilitante e sofrimento”.
No entanto, o processo arrastou-se até agora devido a uma batalha legal com o pai. Gerónimo Castillo, pai de Noelia, opôs-se à decisão e levou o caso a tribunal com a ajuda da organização católica ultraconservadora Abogados Cristianos.
O processo arrastou-se por 601 dias mas esta semana, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos chumbou o último recurso apresentado pela equipa do pai de Noelia, confirmando a legalidade da eutanásia e rejeitando, entre outros motivos, a alegada falta de capacidade da jovem para decidir.
"Espero finalmente poder descansar, porque não aguento mais esta família, não aguento mais a dor, não aguento mais tudo o que me atormenta desde que passei por isso", disse Noelia em entrevista ao programa televisivo espanhol “Y ahora Sonsoles”.
“Ninguém da minha família está a favor da eutanásia”, disse. “Obviamente, porque eu sou outro pilar da família. Eu parto e vocês ficam aqui com toda a dor. Mas eu penso: e eu, toda a dor que sofri durante todos estes anos? Quero partir já em paz e deixar de sofrer, ponto final”.
A jovem de 25 anos diz que quer morrer sozinha, sem ninguém a seu lado. “Não quero ninguém lá dentro, não quero que me vejam fechar os olhos”, disse durante a entrevista.
Noelia diz ter sofrido diversos episódios de abuso e agressão sexual e em outubro de 2022 tentou suicidar-se ao atirar-se do quinto andar de um prédio, tendo ficado paraplégica.
A eutanásia foi legalizada em Espanha em junho de 2021, tornando-se o quarto país da União Europeia a legalizar a morte medicamente assistida. O caso de Noelia foi, no entanto, o primeiro a ir a julgamento em Espanha.