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Arnaldo Otegi confirma rejeição da violência
O dirigente independentista basco Arnaldo Otegi confirmou hoje que “rejeita a violência“, no último dia do processo em que está a ser julgado por “apologia do terrorismo”. As palavras do dirigente do Batasuna são vistas como uma alusão directa à luta armada por parte da organização separatista armada ETA.
“Rejeitamos o uso da violência para impor um projecto político” declarou Arnaldo Otegi, antigo porta-voz do ilegalizado Batasuna, que é considerado pela justiça espanhola como o braço político da ETA. “Apelamos a um processo de soluções democráticas, “ prosseguiu Otegi numa breve declaração no final do seu julgamento.
Arnaldo Otegi está a ser julgado , juntamente com outros dois dirigentes do Batasuna, Joseba Permarch e Joseba Alvarez, por ter feito a “apologia do terrorismo”durante a reunião de “Anoeta” que em Novembro de 2004 lançou as bases de um processo de paz, entretanto abortado, com o Governo socialista de Madrid.
Otegi, está desde Outubro de 2009 em prisão preventiva, no quadro de outro processo em que é acusado de ter tentado reconstituir a direcção clandestina do Batasuna.
"Violência armada não é compatível com independentismo"A 17 de Outubro, numa entrevista ao diário El Pais, concedida a partir da cadeia, o mesmo Otegi já tinha declarado que a violência armada “não é compatível com o independentismo", garantindo também que "se a ETA viesse a retomar os seus atentados" ele próprio se oporia.
Nessa altura o primeiro-ministro espanhol José Luís Zapatero tinha considerado estas palavras do dirigente basco como “uma melhoria” mas insistiu também que o Batasuna deve “passar aos actos” e romper definitivamente com a ETA, ou então convencer a organização separatista a depor as armas.
Ilegalizado desde 2003, o Batasuna tem-se, até agora, abstido de condenar explicitamente a ETA, mas sabe-se que deseja poder voltar à legalidade a fim de disputar as eleições locais em Maio de 2011.
Pressões sobre a ETAJulga-se que as pressões deste partido político estão na origem dos recentes passos ensaiados pela ETA no sentido de depor as armas.
A 5 de Setembro a ETA anunciou publicamente que não procederia a mais “acções ofensivas armadas”, sem no entanto precisar se se tratava de uma posição definitiva.
A anterior trégua do grupo separatista armado terminou em 2006 com um atentando sangrento no aeroporto de Madrid e, desta vez, o Governo espanhol parece não estar disposto a passar pelo mesmo, pelo que Madrid se apressou a rejeitar a posição dos etarras como insuficiente, exigindo, em vez disso, um abandono definitivo e sem condições das armas.
A rejeição da violência que Arnaldo Otegi veio agora reafirmar pode encarar-se como mais um capítulo na luta entre os que ainda continuam a defender a luta armada para obter a independência do país Basco e os partidários do processo político.
Um destes últimos é o advogado sul-africano Brian Currin, considerado como próximo do Batasuna, que hoje disse esperar que, ainda em Novembro, a ETA faça um novo anúncio de um cessar-fogo unilateral e verificável”.
Arnaldo Otegi está a ser julgado , juntamente com outros dois dirigentes do Batasuna, Joseba Permarch e Joseba Alvarez, por ter feito a “apologia do terrorismo”durante a reunião de “Anoeta” que em Novembro de 2004 lançou as bases de um processo de paz, entretanto abortado, com o Governo socialista de Madrid.
Otegi, está desde Outubro de 2009 em prisão preventiva, no quadro de outro processo em que é acusado de ter tentado reconstituir a direcção clandestina do Batasuna.
"Violência armada não é compatível com independentismo"A 17 de Outubro, numa entrevista ao diário El Pais, concedida a partir da cadeia, o mesmo Otegi já tinha declarado que a violência armada “não é compatível com o independentismo", garantindo também que "se a ETA viesse a retomar os seus atentados" ele próprio se oporia.
Nessa altura o primeiro-ministro espanhol José Luís Zapatero tinha considerado estas palavras do dirigente basco como “uma melhoria” mas insistiu também que o Batasuna deve “passar aos actos” e romper definitivamente com a ETA, ou então convencer a organização separatista a depor as armas.
Ilegalizado desde 2003, o Batasuna tem-se, até agora, abstido de condenar explicitamente a ETA, mas sabe-se que deseja poder voltar à legalidade a fim de disputar as eleições locais em Maio de 2011.
Pressões sobre a ETAJulga-se que as pressões deste partido político estão na origem dos recentes passos ensaiados pela ETA no sentido de depor as armas.
A 5 de Setembro a ETA anunciou publicamente que não procederia a mais “acções ofensivas armadas”, sem no entanto precisar se se tratava de uma posição definitiva.
A anterior trégua do grupo separatista armado terminou em 2006 com um atentando sangrento no aeroporto de Madrid e, desta vez, o Governo espanhol parece não estar disposto a passar pelo mesmo, pelo que Madrid se apressou a rejeitar a posição dos etarras como insuficiente, exigindo, em vez disso, um abandono definitivo e sem condições das armas.
A rejeição da violência que Arnaldo Otegi veio agora reafirmar pode encarar-se como mais um capítulo na luta entre os que ainda continuam a defender a luta armada para obter a independência do país Basco e os partidários do processo político.
Um destes últimos é o advogado sul-africano Brian Currin, considerado como próximo do Batasuna, que hoje disse esperar que, ainda em Novembro, a ETA faça um novo anúncio de um cessar-fogo unilateral e verificável”.