Mundo
Artemis II. Quatro astronautas partem a caminho da Lua
Após cinco décadas, uma missão tripulada volta a ser lançada pela NASA, enviada a cerca de 406.000 quilómetros no espaço - a viagem mais longa alguma vez realizada por humanos. A cápsula Orion, que transporta os astronautas, segue a bordo do foguetão Artemis II, rumo a uma órbita de vários dias em torno do satélite da Terra.
O lançamento deu-se no Centro Espacial Kennedy, na Florida, a apenas uma plataforma de distância de onde partiram os últimos astronautas do programa Apollo, dos EUA, em direção à Lua, há mais de meio século. A missão Artemis II é um passo inicial fundamental rumo a futuras alunagens, à frente de esforços chineses. Prevê-se que dure 10 dias.
O lançamento inicial estava previsto para novembro de 2024, mas a missão enfrentou diversos problemas técnicos.
Já em 2026, o lançamento tinha sido inicialmente planeado para 6 de fevereiro e, posteriormente, para 6 de março, devido a uma incómoda fuga de hidrogénio que levou a NASA a devolver o foguetão ao edifício de montagem de veículos para inspeção.
Os gestores da missão da NASA votaram na segunda-feira a autorização para o lançamento. "Certamente, todos os indícios apontam para que, neste momento, estejamos em excelente forma, à medida que nos aproximamos do fim da contagem", disse então o diretor de lançamento, Charlie Blackwell-Thompson, aos jornalistas.
Assumirão também o controlo manual da Orion no espaço, aproximadamente três horas após o lançamento, para testar a sua capacidade de condução e manobrabilidade, uma característica fundamental caso os seus sistemas automatizados falhem.
O foguetão Space Launch System (SLS) da missão Artemis II tem 98 metros de altura e leva a cápsula tripulada Orion a bordo.
A tripulação do Artemis II inclui os astronautas da NASA Christina Koch, Victor Glover e Reid Wiseman, norte-americanos, e o astronauta canadiano Jeremy Hansen, que chegaram à Florida vindos de Houston na sexta-feira.
Antes, estiveram em quarentena durante duas semanas e passaram o fim de semana com as suas famílias na casa de praia do Centro Espacial Kennedy, um local onde os astronautas descansam antes de partirem para o espaço.
Esta quarta-feira, acordaram cerca de nove horas antes do lançamento, para tomar o pequeno-almoço, participar numa reunião sobre as condições meteorológicas e fazer os preparativos para a missão, antes de seguirem de carro para a plataforma de lançamento.
De manhã, a NASA começou a abastecer o SLS com 2774,71 litros de propelente super-arrefecido, que irão alimentar os quatro motores RS-25 do foguete. "Está tudo a correr muito bem neste momento", disse nessa altura Jeremy Graeber, diretor assistente de lançamento. Há 50 anos
O recorde atual de voo espacial mais distante, a aproximadamente 400 mil quilómetros, pertence à tripulação de três homens da missão lunar Apollo 13, em 1970, que foi assolada por problemas técnicos após a explosão de um tanque de oxigénio e não conseguiu aterrar na Lua como planeado. Os humanos não abandonam a órbita da Terra desde a última missão Apollo, em 1972.
A Lockheed Martin constrói o Orion, enquanto a Boeing e a Northrop Grumman lideram o desenvolvimento do SLS desde 2010, um programa em parte conhecido pelos seus custos exorbitantes, estimados entre dois mil milhões e quatro mil milhões de dólares por lançamento.
c/agências
O lançamento inicial estava previsto para novembro de 2024, mas a missão enfrentou diversos problemas técnicos.
Já em 2026, o lançamento tinha sido inicialmente planeado para 6 de fevereiro e, posteriormente, para 6 de março, devido a uma incómoda fuga de hidrogénio que levou a NASA a devolver o foguetão ao edifício de montagem de veículos para inspeção.
Os gestores da missão da NASA votaram na segunda-feira a autorização para o lançamento. "Certamente, todos os indícios apontam para que, neste momento, estejamos em excelente forma, à medida que nos aproximamos do fim da contagem", disse então o diretor de lançamento, Charlie Blackwell-Thompson, aos jornalistas.
O lançamento da missão foi marcado para as 23h24 em Portugal Continental desta quarta-feira, 1 de abril, com uma janela de oportunidade posterior de até seis dias.
Uma parte vital da Orion virá da Europa.
Segundo a ESA - Agência Espacial Europeia - o Módulo de Serviço Europeu irá fornecer ar e água à tripulação, bem como propulsão, controlo térmico e eletricidade à nave espacial.
Cerca de 25 horas após o início da missão, o controlo da missão dará luz verde para a queima de injeção translunar - o motor principal do Módulo de Serviço Europeu realizará uma queima potente para enviar a Orion e a tripulação em direção à Lua.
Segundo a ESA - Agência Espacial Europeia - o Módulo de Serviço Europeu irá fornecer ar e água à tripulação, bem como propulsão, controlo térmico e eletricidade à nave espacial.
Cerca de 25 horas após o início da missão, o controlo da missão dará luz verde para a queima de injeção translunar - o motor principal do Módulo de Serviço Europeu realizará uma queima potente para enviar a Orion e a tripulação em direção à Lua.
Os astronautas a bordo testarão sistemas críticos de suporte de vida, interfaces da tripulação e comunicações.
Assumirão também o controlo manual da Orion no espaço, aproximadamente três horas após o lançamento, para testar a sua capacidade de condução e manobrabilidade, uma característica fundamental caso os seus sistemas automatizados falhem.
Siga aqui a emissão em direto da NASA. Os comentários da agência continuarão durante cerca de 20 minutos após o lançamento, mas espera-se que as transmissões em direto da missão permaneçam disponíveis no YouTube mesmo depois disso.
O dia dos astronautasO foguetão Space Launch System (SLS) da missão Artemis II tem 98 metros de altura e leva a cápsula tripulada Orion a bordo.
A tripulação do Artemis II inclui os astronautas da NASA Christina Koch, Victor Glover e Reid Wiseman, norte-americanos, e o astronauta canadiano Jeremy Hansen, que chegaram à Florida vindos de Houston na sexta-feira.
Antes, estiveram em quarentena durante duas semanas e passaram o fim de semana com as suas famílias na casa de praia do Centro Espacial Kennedy, um local onde os astronautas descansam antes de partirem para o espaço.
Esta quarta-feira, acordaram cerca de nove horas antes do lançamento, para tomar o pequeno-almoço, participar numa reunião sobre as condições meteorológicas e fazer os preparativos para a missão, antes de seguirem de carro para a plataforma de lançamento.
De manhã, a NASA começou a abastecer o SLS com 2774,71 litros de propelente super-arrefecido, que irão alimentar os quatro motores RS-25 do foguete. "Está tudo a correr muito bem neste momento", disse nessa altura Jeremy Graeber, diretor assistente de lançamento. Há 50 anos
O recorde atual de voo espacial mais distante, a aproximadamente 400 mil quilómetros, pertence à tripulação de três homens da missão lunar Apollo 13, em 1970, que foi assolada por problemas técnicos após a explosão de um tanque de oxigénio e não conseguiu aterrar na Lua como planeado. Os humanos não abandonam a órbita da Terra desde a última missão Apollo, em 1972.
A NASA lançou a sua primeira missão Artemis sem tripulação em 2022, enviando a nave Orion, em forma de gota, numa trajetória semelhante em torno da Lua e de volta.
A Artemis II representa um teste ainda maior para a Orion e para o foguetão SLS.
A Lockheed Martin constrói o Orion, enquanto a Boeing e a Northrop Grumman lideram o desenvolvimento do SLS desde 2010, um programa em parte conhecido pelos seus custos exorbitantes, estimados entre dois mil milhões e quatro mil milhões de dólares por lançamento.
c/agências