As mulheres e os jovens lusos continuam a encontrar barreiras na área associativa luso-venezuelana

As mulheres e os jovens lusos continuam a encontrar barreiras na área associativa luso-venezuelana

Caracas, 10 nov (Lusa) - A Associação Mulher Migrante (AMM) na Venezuela alertou que, apesar de terem maior prestígio na sociedade, as mulheres portuguesas e os jovens luso-descendentes continuam a encontrar barreiras para assumir cargos de gestão a nível associativo.

Lusa /

O alerta foi manifestado no II Congresso da Mulher Portuguesa na Venezuela, uma iniciativa da AMM que reuniu, domingo, em Caracas, mais de uma centena de mulheres, representantes de associações e jovens luso-descendentes de várias localidades venezuelanas.

Segundo as conclusões do encontro, na "Venezuela existem importantes instituições portuguesas, sociais, empresariais, artísticas, de beneficência e culturais (...) onde o papel fundamental e relevante da mulher portuguesa é valioso e importante, mas ainda há homens que acreditam que as mulheres são incapazes de dirigir associações e assumir importantes desafios".

"Por outro lado os jovens encontram grandes obstáculos na área associativa, onde existe una marcada diferença de responsabilidades, um ambiente dominado pelas primeiras gerações que, mesmo querendo manter a portugalidade, carecem da abertura suficiente para permitir integrar as novas gerações e aceitar novas propostas", refere o texto.

Esta situação persiste, "apesar da existência de casos de organismos (clubes) que, depois de abandonados, foram resgatados com sucesso por luso-descendentes".

Segundo a AMM apesar desta situação, na Venezuela "existem muitos casos de empreendedorismo e investimento português e luso-descendente".

"A cadeia de comercialização de alimentos é um dos exemplos mais fortes e significativos. Existem também fábricas, redes nacionais de supermercados, padarias, que foram criadas por portugueses e que são geridas pelas gerações de relevo", afirma.

Por outro lado o congresso permitiu constatar que "os jovens luso-venezuelanos estão atualizados com as novas tecnologias, que a maioria deles usa dispositivos eletrónicos que permitem visualizar um sem-fim de redes sociais como o Twitter, Instagram, Facebook, o que representa um grande avanço tecnológico dentro da sociedade".

"As redes sociais têm ajudado os jovens a conhecer um pouco mais da cultura dos pais, a organizarem-se para partilhar, debater e fazer intercâmbios (...) No entanto a grande maioria dos jovens mantém-se como simples espetadores virtuais sem participação ativa nas diferentes atividades das associações ou de grupos que impliquem um compromisso de tempo e uma deslocação física" lê-se no texto das conclusões.

 

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