Asssassino de Holly e Jessica implica ex-companheira
Ian Huntley, o assassino das jovens Holly e Jessica, de 10 anos, em 2002 na localidade de Soham, revelou hoje a um jornal que a sua antiga companheira, Maxine Carr, lhe tinha ordenado que queimasse os corpos.
No segundo dia de revelações ao tablóide Sun, Huntley, condenado a pena perpétua pelo assassínio das duas jovens, disse que Maxine Carr desempenhou um papel muito importante na morte de Holly Wells e Jessica Chapman.
Maxine Carr já desmentiu estas acusações através do seu advogado, refere o jornal, que acrescenta que a polícia, contudo, tenciona interrogar Ian Huntley sobre estas revelações.
O desaparecimento de Holly e Jessica em Agosto de 2002 foi alvo de uma operação de busca altamente mediatizada, até os corpos das suas crianças terem sido encontrados 13 dias depois, nas proximidades de uma base militar norte-americana, perto de Soham.
Ian Huntley, porteiro na escola frequentada pelas duas vítimas, foi condenado a pena perpétua pelo assassínio de Holly e Jessica, enquanto a sua companheira de então, Maxine Carr, auxiliar de educação na mesma escola, encontra-se em liberdade sob caução, depois de ter cumprido uma parte da pena de 3,5 anos de cadeia por obstrução à Justiça.
"Eu disse no tribunal que só tinha ido a Lakenheath (a base aérea norte-americana) uma vez. Não é verdade, Regressei lá duas vezes", disse Huntley ao jornal popular.
"E regressei lá apenas porque Maxine me tinha dito para o fazer.
Ela disse-me para destruir todas as provas. Ao princípio não percebi o que ela queria dizer. Depois ela explicou-me e foi por isso que arranjámos a gasolina", revelou.
Na quinta-feira, primeiro dia das declarações ao jornal, Ian Huntley disse que, ao contrário do que havia declarado à Justiça, Jessica morreu não na casa de banho mas na sala da sua casa.