Ataques russos na Ucrânia fazem sete mortos e dezenas de feridos

Ataques russos na Ucrânia fazem sete mortos e dezenas de feridos

O presidente ucraniano quer alterar a ação diplomática para acelerar o fornecimento de armas e garantir a execução imediata dos pacotes de ajuda ocidental.

Mariana Ribeiro Soares - RTP / Adicionar como fonte informativa
Reuters

A Rússia lançou, este sábado, ataques com mísseis e drones contra a Ucrânia, matando sete pessoas e ferindo dezenas, segundo as autoridades.

Na cidade de Sumy, no norte do país, duas bombas guiadas mataram cinco pessoas e 30 ficaram feridas, segundo as autoridades. Outras duas pessoas morreram num ataque com mísseis na cidade portuária de Odessa, no sul da Ucrânia.

Em Kiev, doze pessoas, incluindo duas crianças, ficaram feridas nos ataques russos, de acordo com o presidente da Câmara da capital ucraniana, Vitali Klitschko.

No total, segundo o presidente ucraniano, a Rússia atacou a Ucrânia com “mais de 120 drones e 12 mísseis, metade dos quais eram mísseis balísticos”, que não puderam ser intercetados.

Volodymyr Zelensky, que há meses exige mais mísseis intercetores Patriot americanos — o único tipo capaz de neutralizar mísseis balísticos — instou os países ocidentais, numa mensagem publicada nas redes sociais no sábado à noite, a entregarem as armas prometidas rapidamente.

"Não devem passar semanas entre o anúncio de um lote de ajuda e a sua implementação", disse Zelensky. "Os combatentes ucranianos precisam de mais recursos, mais capacidade para proteger vidas, para proteger o povo do mal russo", acrescentou.

Zelensky pede uma implementação mais rápida e na íntegra dos acordos de armamento assinados pelos líderes internacionais, incluindo as licenças dos EUA para a produção dos Patriot e os projetos europeus de defesa contra mísseis balísticos.

Na quarta-feira passada, à margem da cimeira da NATO, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que a Ucrânia poderia obter uma licença para fabricar mísseis intercetores Patriot.
“Simplesmente terrorismo”
A Ucrânia, que enfrenta uma grave escassez de munições para os seus sistemas de defesa aérea Patriot, tem-se mostrado praticamente incapaz de intercetar mísseis balísticos, que viajam a várias vezes a velocidade do som, ao longo do último mês.

O facto de os sistemas de alerta antecipado só terem detetado os mísseis após a primeira explosão em Kiev pode estar relacionado com a utilização, por parte da Rússia, de mísseis do sistema antiaéreo S-400.

São "mais difíceis de detetar por radar", explicou o conselheiro do Ministério da Defesa da Ucrânia, Serhiy Sternenko. "Não há lógica militar para tais ataques; é simplesmente terrorismo", denunciou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sybiga, descreveu os bombardeamentos deste sábado como "o assassinato deliberado de civis".

Nas últimas semanas, Moscovo intensificou os seus ataques à capital ucraniana. Só este mês, os ataques a Kiev e à região circundante mataram mais de 60 pessoas. 

Kiev, por sua vez, tem pressionado a logística militar russa no sul da Ucrânia ocupada, procurando privar as forças russas de combustível e munições, realizando ataques a camiões e embarcações em zonas longe das linhas da frente.

c/agências
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