Mundo
Atentado na Suécia teve motivações racistas
O atentado que causou a morte de duas pessoas e ferimentos graves noutras duas teve motivações racistas, revelou a polícia sueca após busca em casa do homicida capturado em flagrante.
O ataque foi levado a cabo na localidade suceca de Trollhättan, por
Anton Lundin Pettersson, um homem de 21 anos que entrou pela escola
local e atacou com uma espada vários estudantes e pelo menos um
professor.
A polícia desde logo suspeitou das motivações do autor do atentado, tanto pela escolha do local - a escola de um bairro pobre, com forte percentagem de filhos de imigrantes, dos 6 aos 15 anos -, como pela escolha das vítimas - todas elas aparentando origem estrangeira.
As duas vítimas mortais são um professor e um estudante. Duas outras pessoas foram feridas com gravidade, antes de a polícia alvejar e atingir o autor do atentado.
Segundo o chefe da polícia local Niclas Hallgren, citado pelo diário britânico The Guardian, declarou: "Podemos confirmar que se trata de um crime de ódio racialmente motivado, em parte por que o homem escolheu as vítimas baseado na cor da sua pele". E acrescentou: "Chegámos a esta conclusão baseados no que encontrámos ao revistar o seu apartamento e no seu comportamento durante o atentado, e também com base no modo como seleccionou as suas vítimas".
A busca realizada em casa de Petersson permitiu descobrir a actividade de propaganda que realizava pela internet, glorificando a Alemanha nazi.
Ao entrar na escola, o agressor, envergando um capacete negro que recordava o fardamento nazi, posou e foi fotografado com dois estudantes. Estes aparentemente não suspeitavam ainda das suas intenções e tomaram-no por um mascarado, em traje de "Star Wars", para a celebração de Halloween.
O investigador Thord Haraldsson declarou também que a polícia pudera reconstituir os passos do agressor, através do rasto de sangue que a sua espada foi deixando no chão desde o ataque à primeira vítima.
O primeiro-ministro Stefan Löfven considerou que "este é um dia negro para a Suécia" - uma escolha de palavras certamente impensada, tendo em conta as motivações raciais que agora se conhecem a este émulo sueco de Anders Brejivik.
Amal Ahmed, a mãe de uma menina de seis anos, citada disse: "Nós vimos do Iraque. Deixámos o nosso país procurando segurança aqui na Suécia. Não queremos violência, especialmente para as nossas crianças".
Em Junho passado, a inspecção escolar tinha multado a câmara municipal da cidade por "défices substanciais nas áreas da segurança e do ambiente de estudo" da escola de Kronan, onde ocorreu o atentado.
A polícia desde logo suspeitou das motivações do autor do atentado, tanto pela escolha do local - a escola de um bairro pobre, com forte percentagem de filhos de imigrantes, dos 6 aos 15 anos -, como pela escolha das vítimas - todas elas aparentando origem estrangeira.
As duas vítimas mortais são um professor e um estudante. Duas outras pessoas foram feridas com gravidade, antes de a polícia alvejar e atingir o autor do atentado.
Segundo o chefe da polícia local Niclas Hallgren, citado pelo diário britânico The Guardian, declarou: "Podemos confirmar que se trata de um crime de ódio racialmente motivado, em parte por que o homem escolheu as vítimas baseado na cor da sua pele". E acrescentou: "Chegámos a esta conclusão baseados no que encontrámos ao revistar o seu apartamento e no seu comportamento durante o atentado, e também com base no modo como seleccionou as suas vítimas".
A busca realizada em casa de Petersson permitiu descobrir a actividade de propaganda que realizava pela internet, glorificando a Alemanha nazi.
Ao entrar na escola, o agressor, envergando um capacete negro que recordava o fardamento nazi, posou e foi fotografado com dois estudantes. Estes aparentemente não suspeitavam ainda das suas intenções e tomaram-no por um mascarado, em traje de "Star Wars", para a celebração de Halloween.
O investigador Thord Haraldsson declarou também que a polícia pudera reconstituir os passos do agressor, através do rasto de sangue que a sua espada foi deixando no chão desde o ataque à primeira vítima.
O primeiro-ministro Stefan Löfven considerou que "este é um dia negro para a Suécia" - uma escolha de palavras certamente impensada, tendo em conta as motivações raciais que agora se conhecem a este émulo sueco de Anders Brejivik.
Amal Ahmed, a mãe de uma menina de seis anos, citada disse: "Nós vimos do Iraque. Deixámos o nosso país procurando segurança aqui na Suécia. Não queremos violência, especialmente para as nossas crianças".
Em Junho passado, a inspecção escolar tinha multado a câmara municipal da cidade por "défices substanciais nas áreas da segurança e do ambiente de estudo" da escola de Kronan, onde ocorreu o atentado.