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Autárquicas em França. Socialista vence em Paris e extrema-direita francesa falha principais cidades

Autárquicas em França. Socialista vence em Paris e extrema-direita francesa falha principais cidades

O partido de extrema-direita Rassemblement National não conseguiu o controlo de nenhuma grande cidade nas eleições autárquicas de domingo, trazendo esperança aos partidos tradicionais na antecipação das eleições presidenciais do próximo ano.

Joana Raposo Santos - RTP /
Foto: Sarah Meyssonnier - Reuters

O socialista Emmanuel Grégoire foi eleito presidente da Câmara de Paris na segunda volta das eleições autárquicas de domingo, derrotando a ex-ministra de direita Rachida Dati. Já o partido de extrema-direita de Marine Le Pen, o Rassemblement National, não conseguiu conquistar as principais cidades.

"Há muito para fazer e vamos começar amanhã de manhã", afirmou na noite eleitoral o socialista, que conta com uma longa experiência na Câmara, onde trabalhou com a ex-autarca Anne Hidalgo.

Grégoire, que concorreu numa coligação de esquerda que incluía os Verdes, destacou várias prioridades para a capital francesa. "Estou a pensar nas pessoas mais vulneráveis, naquelas que vão dormir na rua esta noite. Estou a pensar nas crianças que estão a sofrer e em todos os mais vulneráveis que precisam da esquerda", declarou.

O socialista venceu com mais de 50 por cento dos votos, numa vitória clara sobre a rival de direita Rachida Dati, que integrou o Governo de Emmanuel Macron e Nicolas Sarkozy e que procurava conquistar a capital francesa após 25 anos de governação à esquerda.

Durante a campanha, Grégoire, de 48 anos, tinha alertado que Dati transformaria a capital num "laboratório trumpista da aliança entre a direita e a extrema-direita".Derrota para a extrema-direita
O partido nacionalista e eurocético Rassemblement National perdeu em grandes cidades-alvo, incluindo Marselha e Toulon. No entanto, Éric Ciotti, que lidera o seu próprio partido firmemente conservador UDR, venceu em Nice, a quinta maior cidade francesa.

As eleições autárquicas constituíram um teste tanto à profundidade da base de apoio da extrema-direita, a um ano das eleições presidenciais para substituir o centrista Emmanuel Macron, como à resiliência dos partidos tradicionais num panorama político fragmentado.

No entanto, dirigentes do Rassemblement National rejeitaram que a derrota do partido nas grandes cidades signifique que este atingiu um "teto de vidro" antes das presidenciais e destacaram a conquista de dezenas de círculos eleitorais em locais onde anteriormente não tinham representação.

"O Rassemblement National e os seus candidatos alcançaram esta noite, nestas eleições autárquicas, o maior avanço de toda a sua história", afirmou o líder do RN, Jordan Bardella.Socialista Benoit Payan reeleito em Marselha
Na segunda maior cidade francesa, Marselha, o presidente da Câmara socialista em exercício, Benoit Payan, foi reeleito com 54 por cento dos votos depois de ter estado empatado com o RN na primeira volta.

O resultado deveu-se também ao facto de o seu rival de extrema-esquerda se ter retirado da segunda volta para impedir uma vitória da extrema-direita.

"Esta cidade, que alguns acreditavam perdida, mostrou a sua face mais bela, mostrou que era capaz de resistir", afirmou Payan após a vitória.

c/ agências
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