Autoridades francesas abriram inquérito sobre irmãos franceses abandonados

Autoridades francesas abriram inquérito sobre irmãos franceses abandonados

As autoridades francesas abriram hoje um inquérito judicial pelo abandono de duas crianças francesas encontradas sozinhas na noite de terça-feira numa estrada da zona de Alcácer do Sal.

RTP /
HANS LUCAS via AFP

A abertura do inquérito em França foi confirmada hoje à agência France-Presse (AFP) pelo procurador Jean Richert.

Os dois rapazes são irmãos, de três e cinco anos de idade, e foram encontradas numa estrada por populares.

A RTP apurou que a mãe terá levado para o estrangeiro os dois menores de nacionalidade francesa sem autorização paterna. A queixa foi apresentada há dez dias.

A mãe das crianças, uma mulher de 41 anos, que "desapareceu sem dar explicações" está a ser procurada, afirmou à AFP o magistrado francês.

O pai, que está separado da mãe, dirigiu-se voluntariamente à polícia e apresentou queixa por rapto de menores, disse ainda Jean Richert à AFP.

A família da mãe comunicou o desaparecimento da mulher no passado dia 11 de maio.

A correspondente da RTP em Paris, Rosário Salgueiro, explica que as crianças não estavam referenciadas junto do Ministério do Interior como “desaparecimento inquietante”, o que em França se refere a casos de rapto, por exemplo, em que não se sabe de todo qual o paradeiro e que pode significar risco de vida.

No caso destas crianças, em que se sabe por quem foram levadas, o desaparecimento leva a abertura de inquérito mas sem alerta nacional ou internacional.

"O que surpreendeu foi que ela não estava em casa, não tinha qualquer motivo para não estar e não avisou ninguém", disse o procurador, referindo-se a uma "saída repentina" em que a mulher tinha saído de carro.

"Conseguimos restringir o paradeiro, sucessivamente no sul de França, em Espanha e em Portugal, mas sem conseguir contactá-la", explicou Richert.

Os meninos foram encontrados na noite de terça-feira na Estrada Nacional 253, que liga a cidade de Alcácer do Sal à zona de praias da Comporta.

Entretanto, em Portugal, a Polícia Judiciária (PJ) tomou hoje conta das investigações.

 

c/Lusa

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