Barroso e líderes europeus manifestam pesar pela morte de líder dedicado à Europa

Barroso e líderes europeus manifestam pesar pela morte de líder dedicado à Europa

Lisboa, 18 dez (Lusa) - O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, juntou-se hoje a alguns dos principais líderes europeus no pesar pela morte do ex-presidente checo Václav Havel, lembrado como um homem dedicado à democracia e importante para a Europa.

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Barroso afirmou que Havel, que morreu hoje aos 75 anos, foi "um verdadeiro europeu, defensor da democracia e da liberdade durante toda a sua vida".

Em comunicado, Barroso garantiu que o nome de Václav Havel estará sempre ligado à reunificação da Europa e à expansão dos valores europeus e que viverá sempre pelo legado "dos seus poemas, obras e sobretudo ideias".

A chanceler alemã, Angela Merkel, expressou "grande consternação" pela morte de Havel, indicando que "a sua dedicação à liberdade e à democracia é tão inesquecível como o seu humanismo".

"Os alemães também têm muito a agradecer-lhe e lamentam a perda de um grande europeu", afirmou Merkel, que antes da reunificação alemã cresceu na República Democrática de influência soviética, um regime comunista semelhante ao da Checoslováquia que Havel contribuiu para derrubar.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse hoje que a Europa tem "uma profunda dívida" para com Havel por este ter trazido liberdade e democracia ao continente.

Também o presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek afirmou numa declaração na rede social Twitter que Havel vai "fazer muita falta", apontando-o como a figura que "representa a Revolução de Veludo e a reunificação da Europa".

Na República Checa, a morte de Havel provocou manifestações de pesar, com velas acesas em diversos pontos da capital, Praga.

A praça Venceslau, palco de muitos discursos marcantes de Havel durante a transição do regime comunista para a democracia, recebeu hoje à tarde uma concentração de pessoas que quiseram homenagear o ex-presidente.

Segunda-feira será dia de luto nacional, decidiu o Governo checo, cujo chefe, o primeiro-ministro Petr Necas recebeu em direto na televisão a notícia da morte e declarou que "Havel ainda tinha muito para dizer à sociedade".

 

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