Berlim defende fim da unanimidade na UE em questões de política externa e de segurança
O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão defendeu hoje que a União Europeia (UE) abandone o princípio da unanimidade em questões de política externa e de segurança para facilitar a tomada de decisões antes do final da atual legislatura, em 2029.
"Para ser um ator capaz de agir a nível internacional, para amadurecer de verdade, deveríamos abolir na UE o princípio da unanimidade na política externa e de segurança antes do final desta legislatura", explicou Johann Wadephul, numa entrevista aos jornais do grupo editorial Funke.
"Sou a favor de trabalhar na União Europeia com um sistema de maiorias qualificadas. Todas as experiências que tivemos nas últimas semanas com as ajudas à Ucrânia e as sanções contra a Rússia o comprovam", acrescentou o ministro.
Estas declarações ocorrem enquanto a Hungria, governada pelo primeiro-ministro Viktor Orbán, bloqueia atualmente um crédito de 90.000 milhões de euros da UE para a Ucrânia, país que acusa de impedir a retomada do fornecimento de petróleo russo através do oleoduto Druzhba.
Referindo-se às eleições legislativas da Hungria em 12 de abril, nas quais Orbán poderá sair derrotado, Wadephul afirmou: "Os húngaros decidirão democraticamente que liderança querem. E nós devemos colaborar, e colaboraremos, com qualquer Governo húngaro".