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Pós-depressão Kristin. A resposta aos danos e a evolução do estado do tempo

Bispo de Coimbra diz que Igreja está disponível para apoiar os mais vulneráveis

Bispo de Coimbra diz que Igreja está disponível para apoiar os mais vulneráveis

O bispo da Diocese de Coimbra disponibilizou este sábado ajuda da Igreja aos que estão em situação de maior vulnerabilidade por causa da tempestade Kristin e deixou uma palavra de conforto e consolação aos que estão a sofrer.

Lusa /

"Da parte da Igreja estamos disponíveis para abraçar a todos e para dar o auxílio necessário àqueles que estão em maiores situações de vulnerabilidade", referiu Virgílio Antunes.

Na sua mensagem a propósito dos danos causados pela depressão Kristin, o bispo de Coimbra considerou que a situação que se vive é dramática para as pessoas que foram atingidas nas suas casas, carros, bens e que estão privadas de eletricidade, água e comunicações.

Virgílio Antunes pediu "a todos que estejam atentos às necessidades do seu próximo" e que "o espírito de caridade que sempre nos deve marcar em todas as situações esteja mais presente ainda nestes momentos trágicos que a sociedade portuguesa está a viver".

"Em prática na nossa vida, estejamos ainda dispostos a rezar uns pelos outros para que a ninguém falte a esperança para refazer tudo aquilo que perderam, para encontrar os meios adequados para dar continuidade ao seu projeto de vida", solicitou.

Na sua mensagem, pediu ainda a Deus para abençoar todos os trabalhos que estão a ser realizados, quer por instituições públicas e privadas, como pela própria igreja, bem como "todos aqueles que têm no coração as necessidades do seu próximo".

"Assim, juntos, é mais fácil ultrapassarmos as dificuldades que agora estamos a sentir", concluiu.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 0h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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