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Bispos angolanos consideram que saúde em Angola "está doente" e "lamentam angústia" das famílias

Bispos angolanos consideram que saúde em Angola "está doente" e "lamentam angústia" das famílias

Os bispos católicos angolanos lamentaram hoje que as famílias angolanas "ainda continuem aflitas por falta de respostas rápidas aos seus problemas", referindo que a "saúde se mantém enferma e o poder de compra dos cidadãos aquém do desejado".

Lusa /

A posição vem expressa num comunicado de imprensa apresentado hoje pelo vice-presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), José Manuel Imbamba, no final dos trabalhos da 2.ª Assembleia Plenária Ordinária, que decorreu, em Luanda, de 19 a 23 deste mês.

No documento, por outro lado, os bispos "reconhecem e apoiam os esforços" que estão a ser feitos pelas autoridades para "repor a ordem, a legalidade, a moral pública, a disciplina e o convívio plural harmonioso" entre os cidadãos.

Apelam, contudo, para que "em quaisquer circunstâncias, nunca se perca de mira a salvaguarda dos direitos humanos", quando decorrem no país as operações "Transparência" e "Resgate" no meio de alegados "maus tratos" das autoridades.

No quadro das ações desenvolvidas pela Igreja Católica angolana, os bispos da CEAST aprovaram na Assembleia, entre outros documentos, a "Mensagem Pastoral - Jovem e a Fé Celebrada" para o segundo ano do triénio dedicado à juventude.

Os bispos católicos angolanos aprovaram igualmente uma "Nota Pastoral sobre a Música Sacra", referindo que se constata "uma certa degradação do canto litúrgico na sua ligação com as culturas".

"Não se pode musicar a palavra de Deus de qualquer maneira. A qualidade técnica e litúrgica deve levar ao ministério de Deus. Nem todas as músicas são devotas e litúrgicas. Urge dar à liturgia uma música mais justa e digna", alertam.

Das eleições internas realizadas para o triénio 2019-2021, Filomeno Vieira Dias, arcebispo de Luanda, foi reconduzido ao cargo de presidente da CEAST, secundado pelo vice-presidente, José Manuel Imbamba, arcebispo de Saurimo.

Como secretário-geral foi eleito, António Jaca, bispo de Benguela, e como secretário-geral adjunto, Dionísio Hissilenapo, bispo do Namibe.

O novo bispo da província angolana de Cabinda, Belmiro Cuica Chissengueti, foi eleito porta-voz da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé.

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