Bombardeamento israelita mata família com quatro crianças em Gaza
O exército israelita matou hoje um casal e quatro filhos, de 12, 11, nove e cinco anos, ao bombardear com um drone a casa onde viviam, na Cidade de Gaza, informou o Ministério da Saúde de Gaza.
"As nossas equipas recuperaram os corpos de cinco mártires (uma mãe, um filho e três filhas) após um bombardeamento israelita atingir a casa da família Al Masri, em frente à Câmara de Comércio, no sul da Cidade de Gaza, ao amanhecer do dia de hoje", indica um comunicado do serviço de emergência da Defesa Civil do enclave, embora o Ministério da Saúde indique um total de seis vítimas.
Segundo a informação prestada pelo Ministério da Saúde de Gaza à agência EFE, no total terão sido seis as vítimas mortais: Firas (pai) e Salsabil (mãe), ambos de 33 anos; Amira, de cinco anos; Salma, de nove anos; Ferial, de 11 anos, e Naim, de 12 anos.
De acordo com a Defesa Civil, os bombeiros estiveram no local para impedir que o incêndio de grandes proporções, provocado pelo bombardeamento, se alastrasse às casas vizinhas.
Contactado pela EFE, o exército israelita reconheceu o bombardeamento, mas enfatizou que o alvo era um membro do grupo islâmico palestiniano Hamas.
Este é o segundo ataque em poucos dias em que as forças armadas israelitas matam uma família e um grande número de crianças.
No sábado, o exército também matou cinco membros da família Nasman num outro ataque a uma casa na capital de Gaza. Nesse ataque, além dos pais, a filha de oito anos, Awa, e os filhos, Ibrahim e Yahya, de 15 e 17 anos, também foram mortos.
Israel divulgou hoje um comunicado alegando que Adham Nasman, pai das crianças, pertencia à Brigada de Gaza do Hamas.
Questionado sobre as mortes das três crianças e da mãe, um porta-voz do exército afirmou que haviam sido tomadas "medidas de precaução" para evitar baixas civis, como o uso de munições de precisão.
Na sexta-feira, Israel bombardeou um cortejo fúnebre no campo de refugiados de Nuseirat, matando sete pessoas.
Embora alegasse estar a investigar as "alegações" de baixas civis no ataque, o exército israelita divulgou um comunicado acusando uma das sete vítimas de pertencer à Jihad Islâmica.
Esses ataques seguem um padrão no qual Israel está a aumentar a frequência e a letalidade dos seus bombardeamentos em Gaza, tornando cada vez mais comum que os dias terminem com mais de uma dúzia de mortes, desrespeitando o cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025.
Desde então, Israel matou mais de 1.150 pessoas em Gaza, segundo o Ministério da Saúde.
O número total de mortes subiu para quase 73.300 desde 07 de outubro de 2023, quando Israel lançou a sua ofensiva em retaliação ao ataque de milícias de Gaza no seu território, no qual 1.200 pessoas foram mortas e 251 sequestradas.