Em direto
50 anos da Constituição da República. Parlamento assinala data com sessão solene

Brasil convoca reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU

Brasil convoca reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU

O Brasil, que preside ao Conselho de Segurança da ONU, anunciou hoje que vai convocar uma "reunião de emergência" daquele órgão das Nações Unidas face à grave escalada de violência entre Israel e os territórios palestinianos.

Lusa /

"Na sua qualidade de presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Brasil vai convocar uma reunião de emergência do órgão", indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros brasileiro num comunicado oficial, citado pela agência EFE.

Israel declarou hoje o estado de guerra após as milícias palestinianas de Gaza, lideradas pelo movimento islâmico Hamas, terem lançado uma operação surpresa sem precedentes, com o lançamento de mais de mil foguetes e infiltrações em território israelita.

A ofensiva fez até agora pelo menos 40 mortos e mais de 700 feridos em Israel, na sequência de uma série de ataques executados por terra, mar e ar a partir de Gaza, segundo indicou fonte médica israelita.

Entretanto, pelo menos 198 palestinianos morreram e mais de 1.600 ficaram feridos nos bombardeamentos israelitas no enclave palestiniano, segundo o Ministério da Saúde palestiniano.

O governo brasileiro condenou os "bombardeamentos e ataques terrestres" e insistiu que "não há justificação para recorrer à violência, especialmente contra civis".

Neste sentido, instou as partes a "exercerem a máxima contenção, a fim de evitar uma nova escalada" do conflito.

"O Brasil lamenta que em 2023, ano do 30º aniversário dos Acordos de Paz de Oslo, haja uma grave e crescente deterioração da situação de segurança entre Israel e Palestina", expressou o Ministério dos Negócios Estrangeiros brasileiro.

O governo do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva também reiterou seu compromisso com a solução para o conflito, dentro de fronteiras mutuamente acordadas e internacionalmente reconhecidas.

Destacou ainda que "a mera gestão do conflito não constitui uma alternativa viável" para a resolução definitiva da "questão israelo-palestiniana, sendo urgente a retomada das negociações de paz".

Tópicos
PUB