Brasil cria na Argentina reserva estratégica de antígenos contra febre aftosa

Brasil cria na Argentina reserva estratégica de antígenos contra febre aftosa

O Governo brasileiro inaugurou na Argentina o seu primeiro banco de antígenos para respostas emergenciais à febre aftosa, uma reserva estratégica para reforçar a capacidade de resposta a surtos da doença animal.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Ao contrário das vacinas prontas, que possuem prazo de validade limitado, "os antígenos podem permanecer armazenados por longos períodos e ser utilizados para iniciar rapidamente a produção de vacinas, caso haja necessidade", informou na sexta-feira o Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa) brasileiro.

O Banco Nacional de Antígenos para Resposta Emergencial à Febre Aftosa foi desenvolvido em parceria entre o Governo brasileiro, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa Biogénesis Bagó.

Durante a cerimónia de entrega, realizada em Garín, na Argentina, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, avaliou que o banco contribui para manter o estatuto do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação.

"O Brasil passa a ter uma capacidade de responder de forma célere e eficiente a qualquer eventual emergência sanitária. Esperamos não precisar utilizá-la, mas agora estamos preparados para agir quando necessário", avaliou.

O Banco Nacional de Antígenos integra o plano de contingência do Governo brasileiro, após o Brasil ser reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal, em 2025, como território livre de febre aftosa sem vacinação.

"Ninguém se torna o maior exportador de proteína animal do mundo sem ser muito rigoroso", realçou André de Paula sobre o compromisso do Brasil com as exigências sanitárias do mercado externo.

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