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Brent acentua subida devido às dúvidas sobre a solidez do cessar-fogo entre EUA e Irão

Brent acentua subida devido às dúvidas sobre a solidez do cessar-fogo entre EUA e Irão

Os preços do petróleo acentuavam hoje a recuperação devido às dúvidas sobre a solidez do cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos e a um estreito de Ormuz ainda amplamente paralisado.

Lusa /

Cerca das 13:00 em Lisboa, o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em junho, subia 3,09% para 97,68 dólares.

O equivalente norte-americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI), para entrega em maio, avançava 4,54% para 98,70 dólares.

Os ataques israelitas ao Líbano na quarta-feira, que resultaram em 182 mortos e 890 feridos segundo as autoridades libanesas, representam um "grave perigo para o cessar-fogo e os esforços em prol de uma paz duradoura e geral na região", afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, num comunicado do seu porta-voz.

O otimismo inicial associado ao cessar-fogo anunciado fez os preços do petróleo afundarem-se na quarta-feira, mas "o mercado rapidamente se reorientou para a realidade subjacente: o estreito de Ormuz continua de facto sujeito a restrições, e o sistema petrolífero mundial está longe de funcionar normalmente", sublinhou Ole Hansen, analista do Saxo Bank, citado pela Afp.

Na quarta-feira, "a passagem dos petroleiros no estreito de Ormuz foi totalmente interrompida" depois do ataque israelita ao Líbano, que o Irão considera ser uma "violação do cessar-fogo", relatou a agência iraniana Fars.

Os Estados Unidos, que consideram que o Líbano não faz parte do acordo de cessar-fogo, advertiram que seria "inaceitável" que o Irão bloqueasse novamente o estreito.

"Já parece haver um desacordo sobre o plano de 10 pontos que está efetivamente em vigor", o que sugere que "o cessar-fogo foi mal concebido e mal aplicado", observou Arne Lohmann Rasmussen, analista da Global Risk Management, também citado pela Afp.

As preocupações com o tráfego marítimo também se concentram no anúncio de hoje da marinha dos Guardas da Revolução iranianos de que os navios que passam pelo estreito de Ormuz devem seguir duas rotas alternativas, próximas às costas iranianas, invocando a possibilidade de "minas" na rota habitual mais ao largo.

O tráfego permanece amplamente reduzido na área, com a Lloyd`s List Intelligence a mencionar uma queda de 90% nas passagens pelo estreito de Ormuz em comparação com o normal na semana passada, das quais a maior parte agora está ligada ao Irão.

Enquanto esta situação perdurar, a capacidade de exportação de petróleo dos países do Golfo permanece particularmente limitada, o que é um fator de aumento dos preços.

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