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Brexit. Parlamento britânico prepara-se para votar o adiamento da saída
O Parlamento britânico prepara-se para votar o adiamento da saída do Reino Unido da União Europeia caso o primeiro-ministro, Boris Johnson, falhe nas negociações de um novo acordo até dia 31 de outubro. Se os deputados aprovarem este adiamento, a solução pode passar por eleições antecipadas.
O Reino Unido prepara-se para uma das semanas mais decisivas em relação ao Brexit. Esta terça-feira, os partidos da oposição e os rebeldes do partido de Boris Johnson uniram-se na tentativa de controlar a agenda parlamentar desta quarta-feira e impedir uma saída sem acordo na data prevista.
Os deputados do Partido Trabalhista e de outros partidos da oposição, incluindo alguns do Partido Conservador como Philip Hammond, candidataram-se a um debate de emergência - também conhecido como Ordem Permanente 24 ou SO24 - para tentar ganhar o controlo da agenda parlamentar e visa introduzir um projeto de lei que pretende descartar um ‘Brexit' sem acordo a 31 de outubro.
"O orador vai considerar isso ainda hoje. Se for bem-sucedido, o debate terá precedência sobre os negócios programados de hoje sob a Ordem Permanente 24", acrescentou.
"O objetivo do projeto de lei é garantir que o Reino Unido não saia da União Europeia no dia 31 de outubro sem um acordo, a menos que o Parlamento consinta”, lê-se num tweet publicado pelo Hilary Benn.
“Quero que todos saibam que em nenhuma circunstância pedirei a Bruxelas para adiar. Saímos a 31 de outubro, sem "se" nem "mas"... Não aceitaremos qualquer tentativa de recuarmos nas nossas promessas ou eliminar esse referendo”, começou por afirmar Boris Johnson.
"Os deputados deverão votar com o Governo contra o adiamento escusado de Corbyn”, assegurou.
De acordo com a lei britânica, Boris Johnson só pode convocar uma eleição caso consiga o apoio de dois terços do Parlamento, incluindo os deputados da oposição trabalhista.
Uma fonte citada pelo jornal britânico The Guardian revelou que, caso isso aconteça, o escrutínio será marcado para 14 de outubro.
Contudo, o secretário da Irlanda do Norte, Tony Lloyd garantiu que o Partido Trabalhista iria votar contra qualquer plano do Governo para realizar uma eleição geral antes da saída do Reino Unido da União Europeia.
“Boris Johnson não ditará os termos de uma eleição que derruba este país sem acordo", assegurou.
Os deputados do Partido Trabalhista e de outros partidos da oposição, incluindo alguns do Partido Conservador como Philip Hammond, candidataram-se a um debate de emergência - também conhecido como Ordem Permanente 24 ou SO24 - para tentar ganhar o controlo da agenda parlamentar e visa introduzir um projeto de lei que pretende descartar um ‘Brexit' sem acordo a 31 de outubro.
"Um pedido de debate de emergência sobre a União Europeia foi apresentado", afirmou a Câmara dos Comuns.
O debate está previsto para as 18h00 e a moção deverá ser votada, entre as 21h00 e as 22h00, se o líder da Câmara dos Comuns, John Bercow, assim o permitir.
O antigo ministro das Finanças Philip Hammond afirmou hoje estar confiante de que um número suficiente de deputados conservadores vai contrariar o Governo e fazer passar a moção e o projeto de lei que adia o ‘Brexit' por mais três meses.
O trabalhista Hilary Benn, primeiro signatário da proposta, revela que o objetivo do projeto de lei é impedir uma saída sem acordo a 31 de outubro. A hipótese de um Brexit sem acordo só seria possível com o consentimento do Parlamento britânico.
"O objetivo do projeto de lei é garantir que o Reino Unido não saia da União Europeia no dia 31 de outubro sem um acordo, a menos que o Parlamento consinta”, lê-se num tweet publicado pelo Hilary Benn.
1/8 The European Union (Withdrawal) (No. 6) Bill 2019 pic.twitter.com/16cmhdRkOp
— Hilary Benn (@hilarybennmp) 2 de setembro de 2019
Hilary Benn considera que o primeiro-ministro ainda pode conseguir um acordo com a União Europeia a tempo do Conselho Europeu de 19 de outubro. Mas, caso não o consiga até 31 de outubro, e se o parlamento não lhe der autorização para uma saída sem acordo, então Boris Johnson fica obrigado a pedir a Bruxelas a extensão do Artigo 50. Ou seja, um adiamento da saída até, pelo menos, 31 de janeiro.
Boris Johnson garante que não pede adiamento
No entanto, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, assegurou esta segunda-feira, numa declaração à porta da residência oficial em Downing Street, que não vai pedir a Bruxelas uma nova extensão do prazo de saída.
“Quero que todos saibam que em nenhuma circunstância pedirei a Bruxelas para adiar. Saímos a 31 de outubro, sem "se" nem "mas"... Não aceitaremos qualquer tentativa de recuarmos nas nossas promessas ou eliminar esse referendo”, começou por afirmar Boris Johnson.
"Os deputados deverão votar com o Governo contra o adiamento escusado de Corbyn”, assegurou.
De acordo com a lei britânica, Boris Johnson só pode convocar uma eleição caso consiga o apoio de dois terços do Parlamento, incluindo os deputados da oposição trabalhista.
Uma fonte citada pelo jornal britânico The Guardian revelou que, caso isso aconteça, o escrutínio será marcado para 14 de outubro.
Contudo, o secretário da Irlanda do Norte, Tony Lloyd garantiu que o Partido Trabalhista iria votar contra qualquer plano do Governo para realizar uma eleição geral antes da saída do Reino Unido da União Europeia.
“Boris Johnson não ditará os termos de uma eleição que derruba este país sem acordo", assegurou.