Brexit. Parlamento britânico rejeita saída sem acordo

Brexit. Parlamento britânico rejeita saída sem acordo

Por uma escassa maioria de quatro votos (312-308), os membros da câmara dos comuns acaba de rejeitar uma saída britânica do Reino Unido sem acordo, o chamado “Hard Brexit”.

RTP /
Reuters

A moção do governo em debate e votação convidava os deputados a "recusar aprovar a saída da União Europeia sem um Acordo de Saída", mas recordando que a saída sem acordo continua a ser a opção por defeito porque a data está na legislação britânica.

Assim, e com a opção de sair sem acordo rejeitada pelos deputados britânicos, na quinta-feira a Câmara dos Comuns deverá votar um pedido à União Europeia de prorrogação do processo do Brexit para depois de 29 de março.Está estabelecido para 29 de março a data oficial de saída do Reino Unido da União Europeia.

Numa votação decisiva para os destinos do Reino Unido, os deputados britânicos tinham já ontem rejeitado – e pela segunda vez – o acordo negociado pela primeira-ministra Theresa May com Bruxelas para um Brexit ordenado.

May insistiu em submeter à câmara o Acordo de Saída e depois do “não” de Janeiro o acordo de saída viu ontem o segundo chumbo com 391 deputados contra e 242 a favor, evidenciando o caos político em que o Brexit mergulhou a Câmara dos Comuns.
Que possibilidades para Londres

As dúvidas tendem a agravar-se à medida que a Câmara dos Comuns falha em fornecer a resposta esperada há meses quando temos a 29 de Março o deadline para a saída da União Europeia.Ontem o parlamento chumbou pela segunda vez o Acordo de Saída com 391 votos contra e 242 a favor. Uma margem de 149 votos, incluindo 75 de deputados conservadores.

No ar mantêm-se todas as possibilidades, neste momento qualquer delas humilhante para Londres, quer os britânicos venham a optar por um pedido de adiamento da saída, pela retirada do artigo 50 e o regresso envergonhado ao seio da União Europeia ou a marcação de nova agenda negocial com vista a um acordo que Bruxelas diz não poder ser mais do que aquilo que já é.

A questão que paira sobre o parlamento é também o desejo escondido de muitos dos deputados de lançar os eleitores num segundo referendo.
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