Mundo
Guerra na Ucrânia
Canal da Mancha. Navio russo lança disparos de aviso contra iate britânico
Os disparos de aviso efetuados por um navio de guerra russo que navegava pelo Canal da Mancha na manhã de terça-feira foram "profundamente preocupantes e imprudentes", afirmou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, na cimeira do G7 esta quarta-feira, alertando que o Reino Unido lida com ataques indiretos da Rússia "todos os dias".
O primeiro-ministro afirmou que o Ministério da Defesa avaliou que a embarcação russa estava à deriva e disparou os tiros a poucos metros de um iate de recreio britânico.
“Estamos a viver num mundo mais volátil e perigoso do que alguma vez vivemos… Isto é verdade, não é apenas uma descrição abstrata”, afirmou Keir Starmer
O incidente ocorreu às 11h40 da manhã de terça-feira, a mais de 32 quilómetros a sul da Ilha de Wight e a menos de 64 quilómetros a norte da Normandia, em França, quando o iate Bright Future, navegou junto à fragata Admiral Grigorovich e ignorou pelo menos um aviso.
Fontes britânicas disseram que os indícios iniciais apontavam para a presença de marinheiros russos que dispararam mais do que um tiro depois de o iate se ter aproximado da fragata fortemente armada.
“Após tentativas de contacto com uma embarcação britânica no Canal da Mancha, a Admiral Grigorovich disparou tiros de aviso. Estes não foram dirigidos à embarcação e visaram evitar uma possível colisão”, referiu o Ministério da Defesa do Reino Unido.
Segundo fonte próxima do Ministério britânico da Defesa, trata-se de um incidente isolado, sem relação com a interceção, no domingo, por comandos britânicos, de um petroleiro suspeito de pertencer à frota paralela russa na mesma zona do Canal da Mancha.
Em declarações à BBC, Keir Starmer frisou que o incidente “não deveria ter acontecido”, acrescentando: “É imprudente, e o casal no iate deve estar aterrorizado, e acho que todos se solidarizam com eles, tal como eu”.
Questionado sobre um ataque incendiário à sua casa, Starmer disse que preferia manter os dois incidentes separados. Dois homens foram considerados culpados de conspiração para realizar ataques incendiários a propriedades ligadas ao primeiro-ministro na segunda-feira e parecem ter agido sob as ordens de um contacto online com ligações à Rússia.
“Em relação ao ataque à nossa casa, estou muito satisfeito por ter sido feita justiça, claramente, e como podem imaginar, isso teve impacto e afetou a minha família”, realçou Starmer.
“Lidamos com isto todos os dias, assumem formas diferentes, mas é com a Rússia que estamos a lidar. É por isso que é tão importante que um evento como este aqui em França, o G7, onde os líderes mundiais se reúnem, discutamos as formas de lidar com o conflito com o Irão, o conflito na Ucrânia e também o que podemos fazer juntos pela resiliência de todos os países.”Starmer, que prometeu “abafar” as receitas russas com novas sanções e fornecer centenas de milhões de libras em apoio energético à Ucrânia no G7 em Évian-les-Bains, França, disse estar focado na reabertura do Estreito de Ormuz após um cessar-fogo entre os EUA e o Irão.
Está “igualmente focado” em apoiar a Ucrânia para transformar a pressão militar contra os russos “na paz duradoura que todos desejamos na Ucrânia”, acrescentou.
“Isto terá um impacto enorme no nosso país, e estou muito orgulhoso por o Reino Unido estar aqui no G7, sendo visto como um dos países líderes nos grandes debates sobre estas duas questões.”
Moscovo frisa que embarcação estava numa “rota perigosa”De acordo com o Ministério russo da Defesa, "para chamar a atenção da tripulação do iate, foram lançados sinalizadores e acionados sinais sonoros. Apesar destas medidas, a embarcação continuou a aproximar-se perigosamente. Quando a distância (entre as duas embarcações) caiu para menos de 150 metros, o comandante da fragata decidiu abrir fogo preventivo contra o iate com armas ligeiras."
"O iate (...) mudou então imediatamente de rumo e afastou-se do navio de guerra russo", prosseguiu o Ministério russo.
O Ministério britânico da Defesa indicou que o navio de guerra russo, que estava a ser monitorizado por uma lancha de patrulha da Marinha Real Britânica que no momento do incidente, se encontrava a aproximadamente 450 metros do iate.
Não foram encontrados feridos ou danos após uma verificação por outra embarcação militar, o HMS Tyne, acrescentou a mesma fonte.
O jornal The Telegraph noticiou em maio que a fragata Admiral o Grigorovich patrulhava a costa britânica há quase dois meses, escoltando petroleiros pertencentes à frota paralela russa — utilizada para contornar as sanções — no Canal da Mancha.
A Marinha Real Britânica tinha indicado anteriormente que tinha destacado várias lanchas de patrulha para monitorizar o navio, afirmando que não houve "um único dia" em abril em que a fragata não estivesse a ser "monitorizada de perto".
Segundo a Marinha, a Admiral o Grigorovich estava a escoltar embarcações de bandeira russa "de e para o Atlântico, o Mediterrâneo e o Báltico".Petroleiro russo intercetado no Canal da ManchaAs forças britânicas, com a cooperação da França, intercetaram o petroleiro russo Smyrtos, pertencente à frota fantasma, no Canal da Mancha, no domingo. Esta foi a "primeira operação do género" depois de Londres ter autorizado, em março, a abordagem de tais embarcações pelas suas Forças Armadas.
De acordo com imagens divulgadas pelo Ministério britânico da Defesa, os comandos navais abordaram o navio sob a cobertura da escuridão, descendo suspensos por cordas a partir de um helicóptero.
O capitão do petroleiro, Ajay Pant, cidadão indiano, foi acusado na segunda-feira de violar as sanções britânicas contra a frota fantasma, informou a Agência Nacional de Combate ao Crime do Reino Unido.
Apresentou-se na terça-feira no Tribunal de Magistrados de Southampton, no sul de Inglaterra, remotamente a partir da esquadra de Bournemouth, e apenas confirmou a sua identidade e morada na Índia.
Foi marcada uma audiência para 16 de julho em Bournemouth, e permanecerá sob custódia até lá.
“Estamos a viver num mundo mais volátil e perigoso do que alguma vez vivemos… Isto é verdade, não é apenas uma descrição abstrata”, afirmou Keir Starmer
O incidente ocorreu às 11h40 da manhã de terça-feira, a mais de 32 quilómetros a sul da Ilha de Wight e a menos de 64 quilómetros a norte da Normandia, em França, quando o iate Bright Future, navegou junto à fragata Admiral Grigorovich e ignorou pelo menos um aviso.
Fontes britânicas disseram que os indícios iniciais apontavam para a presença de marinheiros russos que dispararam mais do que um tiro depois de o iate se ter aproximado da fragata fortemente armada.
“Após tentativas de contacto com uma embarcação britânica no Canal da Mancha, a Admiral Grigorovich disparou tiros de aviso. Estes não foram dirigidos à embarcação e visaram evitar uma possível colisão”, referiu o Ministério da Defesa do Reino Unido.
Segundo fonte próxima do Ministério britânico da Defesa, trata-se de um incidente isolado, sem relação com a interceção, no domingo, por comandos britânicos, de um petroleiro suspeito de pertencer à frota paralela russa na mesma zona do Canal da Mancha.
Em declarações à BBC, Keir Starmer frisou que o incidente “não deveria ter acontecido”, acrescentando: “É imprudente, e o casal no iate deve estar aterrorizado, e acho que todos se solidarizam com eles, tal como eu”.
Questionado sobre um ataque incendiário à sua casa, Starmer disse que preferia manter os dois incidentes separados. Dois homens foram considerados culpados de conspiração para realizar ataques incendiários a propriedades ligadas ao primeiro-ministro na segunda-feira e parecem ter agido sob as ordens de um contacto online com ligações à Rússia.
“Em relação ao ataque à nossa casa, estou muito satisfeito por ter sido feita justiça, claramente, e como podem imaginar, isso teve impacto e afetou a minha família”, realçou Starmer.
Segundo Keir Starmer, o mundo, incluindo o Reino Unido, está a lidar com uma Rússia “agressiva”.
“Lidamos com isto todos os dias, assumem formas diferentes, mas é com a Rússia que estamos a lidar. É por isso que é tão importante que um evento como este aqui em França, o G7, onde os líderes mundiais se reúnem, discutamos as formas de lidar com o conflito com o Irão, o conflito na Ucrânia e também o que podemos fazer juntos pela resiliência de todos os países.”Starmer, que prometeu “abafar” as receitas russas com novas sanções e fornecer centenas de milhões de libras em apoio energético à Ucrânia no G7 em Évian-les-Bains, França, disse estar focado na reabertura do Estreito de Ormuz após um cessar-fogo entre os EUA e o Irão.
Está “igualmente focado” em apoiar a Ucrânia para transformar a pressão militar contra os russos “na paz duradoura que todos desejamos na Ucrânia”, acrescentou.
“Isto terá um impacto enorme no nosso país, e estou muito orgulhoso por o Reino Unido estar aqui no G7, sendo visto como um dos países líderes nos grandes debates sobre estas duas questões.”
Moscovo frisa que embarcação estava numa “rota perigosa”De acordo com o Ministério russo da Defesa, "para chamar a atenção da tripulação do iate, foram lançados sinalizadores e acionados sinais sonoros. Apesar destas medidas, a embarcação continuou a aproximar-se perigosamente. Quando a distância (entre as duas embarcações) caiu para menos de 150 metros, o comandante da fragata decidiu abrir fogo preventivo contra o iate com armas ligeiras."
"O iate (...) mudou então imediatamente de rumo e afastou-se do navio de guerra russo", prosseguiu o Ministério russo.
O Ministério britânico da Defesa indicou que o navio de guerra russo, que estava a ser monitorizado por uma lancha de patrulha da Marinha Real Britânica que no momento do incidente, se encontrava a aproximadamente 450 metros do iate.
Não foram encontrados feridos ou danos após uma verificação por outra embarcação militar, o HMS Tyne, acrescentou a mesma fonte.
O jornal The Telegraph noticiou em maio que a fragata Admiral o Grigorovich patrulhava a costa britânica há quase dois meses, escoltando petroleiros pertencentes à frota paralela russa — utilizada para contornar as sanções — no Canal da Mancha.
A Marinha Real Britânica tinha indicado anteriormente que tinha destacado várias lanchas de patrulha para monitorizar o navio, afirmando que não houve "um único dia" em abril em que a fragata não estivesse a ser "monitorizada de perto".
Segundo a Marinha, a Admiral o Grigorovich estava a escoltar embarcações de bandeira russa "de e para o Atlântico, o Mediterrâneo e o Báltico".Petroleiro russo intercetado no Canal da ManchaAs forças britânicas, com a cooperação da França, intercetaram o petroleiro russo Smyrtos, pertencente à frota fantasma, no Canal da Mancha, no domingo. Esta foi a "primeira operação do género" depois de Londres ter autorizado, em março, a abordagem de tais embarcações pelas suas Forças Armadas.
De acordo com imagens divulgadas pelo Ministério britânico da Defesa, os comandos navais abordaram o navio sob a cobertura da escuridão, descendo suspensos por cordas a partir de um helicóptero.
O capitão do petroleiro, Ajay Pant, cidadão indiano, foi acusado na segunda-feira de violar as sanções britânicas contra a frota fantasma, informou a Agência Nacional de Combate ao Crime do Reino Unido.
Apresentou-se na terça-feira no Tribunal de Magistrados de Southampton, no sul de Inglaterra, remotamente a partir da esquadra de Bournemouth, e apenas confirmou a sua identidade e morada na Índia.
Foi marcada uma audiência para 16 de julho em Bournemouth, e permanecerá sob custódia até lá.
O navio permanece ancorado perto de Weymouth, não muito longe do porto.
c/agências