Características técnicas da missão Deep Impact
A operação Deep Impact da NASA foi a primeira tentativa de penetração do núcleo de um cometa para analisar a sua composição e estrutura interna, e assim ajudar a compreender a origem do sistema solar.
A sonda Deep Impact, lançada para o espaço em Janeiro de Cabo Canaveral (Florida) por um foguetão Delta II da Boeing, compõe-se de dois elementos: o módulo principal, que sobrevoou o cometa, e um módulo secundário (Impactor), de 370 quilogramas, que se despenhou sobre o núcleo do cometa Tempel 1 a 37.000 quilómetros por hora.
Vinte e quatro horas antes da colisão, a Deep Impact apontou as suas câmaras de orientação de alta precisão para o Tempel 1, para garantir o seguimento da operação, antes de largar o Impactor.
O projéctil exploratório está equipado com um sistema autónomo de navegação e dispõe de uma câmara que registará imagens do cometa durante as duas horas que precederão o impacto.
Após este lançamento, o módulo de sobrevoo descreveu uma nova trajectória que o fez passar a 500 quilómetros do cometa, de onde observou a colisão, a ejecção de destroços e a composição do interior da cratera, que terá a dimensão de um estádio de futebol com uma profundidade equivalente a um prédio de 14 andares.
No total, a operação de impacto e observação dura 14 minutos.
Durante a maior parte da operação, a Deep Impact comunicará com a Terra através das antenas de 34 metros de altura do Deep Space Network da NASA.
Os principais dados serão transmitidos em tempo real e os restantes nas semanas seguintes.
O Impactor é constituído sobretudo por cobre, um metal que não existe no cometa, o que evitará evitar erros na interpretação dos dados recolhidos.
A NASA sublinha que a colisão com o Tempel 1, que compara à de um mosquito com um Boeing 747, não será suficiente para alterar a trajectória do cometa.
O Tempel 1, que tem a forma de uma fava, tem 14 quilómetros de comprimento e 6 quilómetros de largura.
A equipa que acompanha esta missão integra mais de 250 cientistas e engenheiros.