Mundo
Casa Branca assume controlo do acesso de meios de comunicação social à Sala Oval e Air Force One
A Casa Branca disse na terça-feira que iria assumir quais os meios de comunicação permitidos no grupo de imprensa que cobre o presidente, retirando esse controlo à Associação de Correspondentes da Casa Branca.
A secretária de imprensa Karoline Leavitt disse que, a partir de agora, o grupo de imprensa da Casa Branca, um pequeno grupo de repórteres que viaja e cobre as atividades diárias do presidente, passará a ser determinado por funcionários do governo. O grupo de imprensa era há anos coordenado pela Associação de Correspondentes, à qual os funcionários da Casa Branca de várias administrações davam tradicionalmente deferência.
“Está mais do que na hora do grupo de imprensa da Casa Branca refletir os hábitos mediáticos do povo norte-americano em 2025”, disse Leavitt durante uma conferência de imprensa com os jornalistas.
O objectivo, disse Leavitt, é dar às empresas de media novas ou alternativas um maior acesso à administração, mantendo ao mesmo tempo certos meios de comunicação “legados” na rotação.
“Está mais do que na hora do grupo de imprensa da Casa Branca refletir os hábitos mediáticos do povo norte-americano em 2025”, disse Leavitt durante uma conferência de imprensa com os jornalistas.
O objectivo, disse Leavitt, é dar às empresas de media novas ou alternativas um maior acesso à administração, mantendo ao mesmo tempo certos meios de comunicação “legados” na rotação.
Não foi de imediato divulgada qualquer lista dos meios de comunicação admitidos pelo pesidente, nem referido qual será o eventual método de seleção dos repórteres.
Meios de comunicação social como o The New York Times e as
agências de notícias, ainda terão permissão para se juntar ao grupo, esclareceu Leavitt, mas a Casa Branca irá trabalhar para garantir acesso “aos meios de
comunicação social bem merecedores que nunca tiveram permissão para
partilhar esta incrível responsabilidade”.
Juiz decide contra AP
No passado dia 15 de fevereiro, a Administração proibiu por tempo indeterminado a entrada de jornalistas da agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP) na Sala Oval e no Air Force One por continuar a referir-se ao Golfo que banha parte da costa sul norte-americana e a
costa leste mexicana como "Golfo do México" e não "Golfo da América",
como pretende Donald Trump.
A decisão gerou protestos e acusações de interferência na liberdade de imprensa e de violação da Primeira Emenda, sobre liberdade de expressão.
Um juiz federal em Washington, D.C., recusou-se na segunda-feira a restaurar o acesso da Associated Press a certos espaços abertos aos meios de comunicação social na Casa Branca, dizendo que a AP não conseguiu demonstrar razões de mérito.
O juiz enfatizou ainda que são necessárias informações adicionais sobre o assunto “dadas as apostas” para ambas as partes. O juiz acelerou o cronograma e ordenou a argumentação de uma providência cautelar para 20 de março.
Leavitt celebrou a decisão do juiz na terça-feira e disse que a Casa Branca quer “mais meios de comunicação e novos meios de comunicação para cobrir a imprensa”.
Leavitt celebrou a decisão do juiz na terça-feira e disse que a Casa Branca quer “mais meios de comunicação e novos meios de comunicação para cobrir a imprensa”.
Dia 25 de fevereiro, o porta-voz do presidente dos Estados Unidos, Taylor Budowich, afirmou na rede social X que, embora a AP tenha o direito, previsto na Primeira Emenda, de informar "de forma irresponsável e desonesta", isso não lhe dá o direito de ter "acesso ilimitado a espaços limitados como a Sala Oval ou o Air Force One [avião presidencial]".
"A partir de agora, esse espaço estará aberto aos muitos milhares de jornalistas que têm sido impedidos de cobrir estas áreas reservadas da Administração. Os jornalistas e fotógrafos da Associated Press manterão as suas credenciais para o complexo da Casa Branca", acrescentou.
"A partir de agora, esse espaço estará aberto aos muitos milhares de jornalistas que têm sido impedidos de cobrir estas áreas reservadas da Administração. Os jornalistas e fotógrafos da Associated Press manterão as suas credenciais para o complexo da Casa Branca", acrescentou.
"Represálias"
A Administração Trump negara horas antes o acesso a um jornalista da agência noticiosa norte-americana à conferência de imprensa realizada entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.
"Se virmos os meios de comunicação social nesta sala a espalhar mentiras, vamos responsabilizá-los e é um facto que a massa de água ao largo da costa da Louisiana se chama Golfo da América", disse a porta-voz Karoline Leavitt numa conferência de imprensa.
Há 10 dias, a editora executiva da agência noticiosa, Julie Pace, denunciou que a Casa Branca tinha pedido ao órgão de comunicação social para "alinhar os seus padrões editoriais com a ordem executiva de Trump", renomeando o Golfo do México.
Por seu lado, o Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) disse que estas "represálias" contra a AP "minam o compromisso declarado do presidente dos EUA com a liberdade de expressão".
"Estas ações seguem um padrão de difamação e criminalização da imprensa por parte da atual administração e são inaceitáveis", afirmou a diretora executiva do CPJ, Jodie Ginsberg, num comunicado hoje divulgado.
"Se virmos os meios de comunicação social nesta sala a espalhar mentiras, vamos responsabilizá-los e é um facto que a massa de água ao largo da costa da Louisiana se chama Golfo da América", disse a porta-voz Karoline Leavitt numa conferência de imprensa.
Há 10 dias, a editora executiva da agência noticiosa, Julie Pace, denunciou que a Casa Branca tinha pedido ao órgão de comunicação social para "alinhar os seus padrões editoriais com a ordem executiva de Trump", renomeando o Golfo do México.
Por seu lado, o Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) disse que estas "represálias" contra a AP "minam o compromisso declarado do presidente dos EUA com a liberdade de expressão".
"Estas ações seguem um padrão de difamação e criminalização da imprensa por parte da atual administração e são inaceitáveis", afirmou a diretora executiva do CPJ, Jodie Ginsberg, num comunicado hoje divulgado.
com Lusa