Mundo
Caso Epstein. Cerca de dez alegadas vítimas apresentaram queixa na Procuradoria de Paris
A procuradora Laure Beccuau adiantou que as audiências com estas alegadas vítimas estão a demorar porque várias delas estão no estrangeiro.
Cerca de dez pessoas que dizem ter sido vítimas do criminoso sexual Jeffrey Epstein apresentaram queixa na Procuradoria de Paris. A revelação foi feita este domingo pela procuradora numa entrevista à rádio francesa RTL.
Desde o início do ano, quando foram revelados os ficheiros Epstein pelas autoridades norte-americanas, a justiça francesa abriu duas investigações.
Um dos objetivos é identificar aqueles que lhe terão facilitado a prática dos seus crimes em França, por exemplo, fornecendo-lhe as suas vítimas.
Epstein teve durante décadas casa em Paris. Um dos seus maiores colaboradores era um empresário no setor da moda, tendo este morrido também numa prisão francesa. Enquanto as vítimas não são todas ouvidas, os investigadores continuam a analisar os arquivos de Epstein. "É um trabalho a tempo inteiro", afirmou Laure Beccuau.
“Estamos a ouvir estas vítimas, algumas das quais se encontram no estrangeiro”, explicou a responsável. “Recuperámos o computador do senhor Epstein, os seus registos telefónicos e as suas agendas de contactos”, que estão a ser objeto de novas análises, referiu.
Nesta fase, nenhum dos acusados foi interrogado. “Nenhuma das pessoas suscetíveis de serem indiciadas foi ouvida” até ao momento, precisou a procuradora.
“Só quando tivermos completado o nosso conhecimento” das relações “de Epstein com os outros protagonistas” da sua rede em França “é que ouviremos os arguidos”, acrescentou.
Jeffrey Epstein manteve durante muito tempo ligações com as elites políticas e económicas mundiais.
Em julho de 2019, foi detido e acusado de exploração sexual de menores e associação ilícita. Epstein foi encontrado enforcado na sua cela a 10 de agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento. A autópsia concluiu que se tratou de um suicídio.
c/ agências
Desde o início do ano, quando foram revelados os ficheiros Epstein pelas autoridades norte-americanas, a justiça francesa abriu duas investigações.
Um dos objetivos é identificar aqueles que lhe terão facilitado a prática dos seus crimes em França, por exemplo, fornecendo-lhe as suas vítimas.
Epstein teve durante décadas casa em Paris. Um dos seus maiores colaboradores era um empresário no setor da moda, tendo este morrido também numa prisão francesa. Enquanto as vítimas não são todas ouvidas, os investigadores continuam a analisar os arquivos de Epstein. "É um trabalho a tempo inteiro", afirmou Laure Beccuau.
“Estamos a ouvir estas vítimas, algumas das quais se encontram no estrangeiro”, explicou a responsável. “Recuperámos o computador do senhor Epstein, os seus registos telefónicos e as suas agendas de contactos”, que estão a ser objeto de novas análises, referiu.
Nesta fase, nenhum dos acusados foi interrogado. “Nenhuma das pessoas suscetíveis de serem indiciadas foi ouvida” até ao momento, precisou a procuradora.
“Só quando tivermos completado o nosso conhecimento” das relações “de Epstein com os outros protagonistas” da sua rede em França “é que ouviremos os arguidos”, acrescentou.
Jeffrey Epstein manteve durante muito tempo ligações com as elites políticas e económicas mundiais.
Em julho de 2019, foi detido e acusado de exploração sexual de menores e associação ilícita. Epstein foi encontrado enforcado na sua cela a 10 de agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento. A autópsia concluiu que se tratou de um suicídio.
c/ agências