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"Catargate". Cravinho defende investigação e afirma que PE deve autorregular-se
À saída da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, em Bruxelas, João Gomes Cravinho disse que o "Catargate" deve ser investigado.
Foto: Olivier Hoslet - EPA
O ministro português dos Negócios Estrangeiros não é favorável à criação de uma comissão de ética defendida hoje pela presidente da Comissão Europeia. João Gomes Cravinho diz que o Parlamento Europeu "deve autorregular-se".
"Eu penso que o Parlamento Europeu deve autorregular-se. Agora, existem leis que têm de ser respeitadas, e tanto assim é que estamos exatamente a ver as leis a serem impostas. E quando há a vontade de ter um comportamento que não é ético, não é a existência de uma comissão que vai fazer a diferença. Infelizmente, parece ser esse o caso", declarou.
João Gomes Cravinho reagia, assim, às notícias da investigação policial lançada pelas autoridades belgas que levou à detenção de várias pessoas, entre as quais uma vice-presidente do Parlamento Europeu, a deputada grega Eva Kaili, por alegado envolvimento num caso de corrupção relacionado com subornos do Catar para influenciar as decisões do Parlamento Europeu relativas à celebração da edição de 2022 do Mundial de futebol naquele país.
Relativamente à guerra na Ucrânia, Cravinho adiantou que deverá ser aprovado ainda esta semana um nono pacote de sanções à Rússia no valor de 18 mil milhões de euros.
O Irão esteve também em cima da mesa na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros, que discutiram sanções contra o país. "Estamos todos profundamente chocados com as execuções no Irão", disse Cravinho, acrescentando que durante as próximas semanas deverão ser adotadas medidas contra o Irão.