Chanceler alemão nega qualquer possiblidade da Rússia vencer a guerra
O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou hoje que a Rússia "não tem qualquer possibilidade" de vencer a guerra contra a Ucrânia, durante a cimeira da NATO, que se realiza em Ancara.
"A Rússia não tem qualquer hipótese de vencer esta guerra. Não alcançarão os seus objetivos nesta guerra e quanto mais cedo esta terminar, melhor para a Europa, melhor para a Rússia e melhor para a paz mundial", afirmou Merz, à chegada ao Complexo Presidencial de Bestepe para o segundo dia da cimeira da NATO.
"O fim da guerra depende da Rússia", enfatizou o chanceler alemão, sublinhando que o encontro em Ancara enviará uma mensagem clara a Moscovo.
O chanceler alemão reafirmou o apoio da Aliança Atlântica à Ucrânia, numa altura em que Berlim promove uma iniciativa europeia para auxiliar Kiev com 70 mil milhões de euros este ano e no próximo.
Merz disse ainda esperar que a cimeira de Ancara fomente um "espírito que fortaleça" a NATO.
O líder alemão sublinhou que os parceiros da Aliança cumpriram os acordos alcançados no ano passado em Haia.
"Na sua maioria, entre os Estados-membros da União Europeia (UE) e da NATO, melhorámos significativamente os nossos esforços. Vamos discutir isso hoje. Vamos tornar a NATO mais europeia para que possa manter-se transatlântica", enfatizou.
O chanceler alemão citou como exemplo destes esforços a decisão do Canadá de adquirir 12 submarinos avançados Tipo 212 CD à empresa alemã TKMS, desenvolvidos em cooperação com a Noruega, no âmbito de um programa de modernização da força naval avaliado em até 30,75 mil milhões de euros.
Os chefes de Estado e de Governo da NATO reúnem-se hoje em Ancara, no segundo e último dia da cimeira da Aliança Atlântica que terá como principal foco o reforço do investimento em Defesa, nomeadamente dos aliados europeus face a um recuo dos Estados Unidos (EUA), e o apoio à Ucrânia.
A reunião decorre numa altura de tensão entre a Europa e os EUA, com a administração norte-americana liderada pelo republicano Donald Trump a recuar no seu investimento no âmbito da Aliança Atlântica, inclusive com a retirada de tropas do território europeu, argumentando que cabe aos aliados europeus um maior papel na defesa do chamado "velho continente".