Chefe do Exército israelita diz que ataque a Irão foi "prelúdio" para maior
O chefe do Estado-Maior do Exército israelita, tenente-general Eyal Zamir, declarou hoje que o ataque de Israel no domingo ao Irão foi um "prelúdio para um ataque muito mais significativo".
"O ataque que realizámos no Irão foi uma preparação para um ataque muito mais significativo e forte. Estamos preparados para regressar e desferir outro golpe severo e de longo alcance contra o Irão", afirmou o general durante uma visita a um centro de treino do Exército, segundo um comunicado oficial.
Zamir disse ainda que as Forças Armadas israelitas continuarão a "operar e a realizar ataques" no sul do Líbano, apesar dos avisos do Irão, que ameaçou retaliar caso os bombardeamentos israelitas ao país vizinho prossigam.
"Atualmente, as tropas estão a operar em diversas áreas e a desmantelar infraestruturas terroristas, incluindo uma importante instalação subterrânea na região de Beaufort, que o [movimento xiita libanês] Hezbollah utilizava como campo de tiro e centro de comando para dirigir operações de combate", acrescentou o chefe do Estado-Maior israelita.
Israel ocupa agora várias zonas do sul do Líbano, de onde deslocou à força centenas de milhares de civis, na sua ofensiva contra o grupo pró-iraniano Hezbollah, que começou por atacar território israelita a 02 de março em retaliação pela ofensiva israelo-norte-americana iniciada a 28 de fevereiro contra o Irão, que logo no primeiro dia vitimou o líder supremo da República Islâmica, o `ayatollah` Ali Khamenei.
Neste momento, está teoricamente em vigor um cessar-fogo entre Israel e o Líbano acordado sob mediação dos Estados Unidos, mas na prática, o Exército israelita continua a bombardear o território libanês -- onde já matou pelo menos 3.666 pessoas e feriu 11.321 desde 02 de março -, e o Hezbollah continua a lançar projéteis e `drones` contra as tropas israelitas no sul do Líbano e contra o norte do território de Israel.
Aliás, a continuação dos ataques israelitas ao Líbano, e mais concretamente a Beirute, foi a razão que o Irão invocou na segunda-feira para lançar um ataque com mísseis a território israelita, ao qual Israel respondeu também com ataques, no que acabou por se tornar uma sessão de algumas horas de fogo cruzado, que cessou após a mediação do Presidente norte-americano, Donald Trump.