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Guerra na Ucrânia
Chefe do FSB confirma conversa com diretor da CIA após motim do grupo Wagner
Depois de o grupo Wagner ter invadido uma cidade russa e ameaçado atacar Moscovo, no mês passado, o chefe dos serviços secretos russos, Sergei Naryshkin, e o diretor da CIA, Bill Burns, falaram sobre a rebelião das forças paramilitares e sobre "o que fazer com a Ucrânia".
A informação foi confirmada pelo próprio chefe de espionagem russa à agência TASS, que afirmou ter relatado os “acontecimentos de 24 de junho” ao responsável norte-americano, quando os combatentes do grupo de mercenários, liderado por Yevgeny Prigozhin, ameaçaram invadir a capital da Rússia.
Já a 30 de junho a imprensa norte-americana avançava que Burns telefonou a Naryshkin para garantir ao Kremlin que os Estados Unidos não tinham estado envolvidos no motim do grupo Wagner. Esta semana, o chefe dos serviços secretos russos confirmou também a conversa com o diretor da CIA, referindo que o telefonema durou cerca de uma hora.
“Abordámos e discutimos o que fazer com a Ucrânia”, afirmou Naryshkin à agência russa de notícias. Segundo o responsável, as negociações sobre a guerra podem tornar-se possíveis em breve.
"É natural que as negociações sejam possíveis mais cedo ou mais tarde, porque qualquer conflito, incluindo um conflito armado, termina sempre com negociações, mas as condições para isso ainda têm de amadurecer", disse Naryshkin, segundo a TASS.
De acordo com a Reuters, a CIA recusou-se comentar as declarações do responsável russo.
Os dois responsáveis têm mantido contactos desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em fevereiro de 2022, numa altura em que as relações entre Moscovo e Washington são mínimas.
"Não há nada para falar com eles"
Esta quinta-feira, o conselheiro ucraniano Mykhailo Podolyak reagiu às declarações de Naryshkin e disse à Reuters que o chefe da espionagem russa “não tem qualquer influência sobre como esta guerra pode terminar”.
Segundo Podolyak, a Rússia está a perder e não pode haver negociações com pessoas como Naryshkin.
Já a 30 de junho a imprensa norte-americana avançava que Burns telefonou a Naryshkin para garantir ao Kremlin que os Estados Unidos não tinham estado envolvidos no motim do grupo Wagner. Esta semana, o chefe dos serviços secretos russos confirmou também a conversa com o diretor da CIA, referindo que o telefonema durou cerca de uma hora.
“Abordámos e discutimos o que fazer com a Ucrânia”, afirmou Naryshkin à agência russa de notícias. Segundo o responsável, as negociações sobre a guerra podem tornar-se possíveis em breve.
"É natural que as negociações sejam possíveis mais cedo ou mais tarde, porque qualquer conflito, incluindo um conflito armado, termina sempre com negociações, mas as condições para isso ainda têm de amadurecer", disse Naryshkin, segundo a TASS.
De acordo com a Reuters, a CIA recusou-se comentar as declarações do responsável russo.
Os dois responsáveis têm mantido contactos desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em fevereiro de 2022, numa altura em que as relações entre Moscovo e Washington são mínimas.
"Não há nada para falar com eles"
Esta quinta-feira, o conselheiro ucraniano Mykhailo Podolyak reagiu às declarações de Naryshkin e disse à Reuters que o chefe da espionagem russa “não tem qualquer influência sobre como esta guerra pode terminar”.
Segundo Podolyak, a Rússia está a perder e não pode haver negociações com pessoas como Naryshkin.
“A elite russa interpreta os acontecimentos de forma totalmente inadequada, por isso não há nada para falar com eles”, frisou.
c/ agências