Chile. Milhares de manifestantes marcharam rumo a um país mais "justo e solidário"

Chile. Milhares de manifestantes marcharam rumo a um país mais "justo e solidário"

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, diz que ouviu a marcha histórica que atravessou as ruas da capital Santiago na passada sexta-feira. Através da conta do Twitter, Piñera escreveu que a “marcha massiva, alegre e pacífica, onde os chilenos pedem um Chile mais justo e solidário, abre grandes caminhos para o futuro e a esperança”.

Filipe Vasconcelos Romão /

Foto: Alberto Valdes - EPA

“Todos ouvimos a mensagem. Todos mudamos”, escreveu o presidente chileno na sua conta do Twitter.


Cerca de um milhão de chilenos terão preenchido as ruas da capital em protesto contra a desigualdade económica.

Esta foi a maior enchente nas ruas desde o início dos protestos, há uma semana, devido ao aumento do preço dos transportes.

O presidente chileno voltou, entretanto, atrás na decisão de aumentar o preço dos bilhetes de metro, mas nem assim a população deixou de sair à rua em protesto.

O comentador da Antena 1, Filipe Vasconcelos Romão, diz que ainda é cedo para perceber se esta onda de protestos pode levar à queda de Piñera.

O especialista em assuntos latino-americanos considera que a solução pode passar por ter uma maior intervenção do Estado.



A marcha desta sexta-feira, desta vez, foi pacífica, mas desde que o primeiro protesto despontou há uma semana, e de acordo com a agência Reuters, pelo menos 17 pessoas morreram, 600 ficaram feridas e mais de duas mil foram detidas.
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