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China alerta para espiões que se fazem passar por académicos, turistas ou amantes

China alerta para espiões que se fazem passar por académicos, turistas ou amantes

Pequim afirmou hoje que os cidadãos chineses devem estar atentos a "rostos estrangeiros amigáveis" que possam ser espiões, incluindo falsos académicos, turistas e parceiros românticos que pretendem obter informações sobre o país.

Lusa /
Reuters

Numa publicação na sua conta oficial nas redes sociais, o Ministério da Segurança do Estado da China escreveu que os espiões estrangeiros podem estar escondidos à vista de todos, utilizando várias identidades para levar a cabo atividades que ameaçam a segurança nacional do país.

O ministério destacou cinco identidades falsas habitualmente utilizadas por espiões estrangeiros: turistas que não fazem turismo, académicos que não realizam investigação real, empresários que não fazem negócios, e "amantes insinceros" que exploram relações para recolher informações.

Alguns agentes podem abordar estudantes chineses no estrangeiro e fingir ser "amigos estrangeiros que partilham os mesmos interesses", para depois os tentarem recrutar através de relações amorosas, alertou o ministério.

"Não se deixem enganar por uma conversa doce e nunca lhes revelem informações sensíveis ou confidenciais", alertou.

O ministério também exortou o público a alertar as autoridades de segurança nacional sobre quaisquer pessoas ou atividades suspeitas.

Nos últimos anos, a China intensificou os trabalhos de contraespionagem, com o Ministério da Segurança do Estado a publicar uma série de mensagens nas redes sociais para sensibilizar o público para possíveis ameaças em contextos aparentemente normais.

Na publicação de domingo, o ministério alertou para académicos que "se aproximam de repente e de forma excessivamente calorosa" e para amigos estrangeiros e contactos online que são "excessivamente ansiosos e atentos" na procura de relações românticas.

Os espiões estrangeiros podem infiltrar-se em universidades e institutos de investigação fazendo-se passar por académicos interessados em intercâmbios e colaboração, lê-se no comunicado.

Eles podem também utilizar incentivos financeiros ou promessas de favores académicos ou pessoais para extrair informações sensíveis e tecnologias fundamentais da China, apontou.

É estritamente proibido levar material confidencial para eventos académicos no estrangeiro, acrescentou.

Os cidadãos devem igualmente ter cuidado com turistas estrangeiros ocasionais e visitantes familiares que demonstrem interesse por paisagens naturais e pela geografia perto de zonas militares ou sensíveis, ou que vagueiem, fotografem ou tentem utilizar equipamento cartográfico de alta precisão nessas zonas.

As pessoas devem também estar atentas a quem tente induzir os residentes locais a efetuar levantamentos ilegais e reconhecimento no local por sua conta.

A lei de contraespionagem revista da China, que entrou em vigor em 2023, alargou a definição de atos de espionagem e reforçou os poderes de investigação das agências de aplicação da lei de segurança nacional.

Ao abrigo destas regras mais rigorosas, o ministério anunciou em março que um antigo engenheiro de um instituto de investigação chinês foi condenado à pena de morte por vender material classificado a agências de espionagem estrangeiras.

 

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