Chuvas intensas obrigam à retirada de cerca de 10 mil pessoas no centro da China

Chuvas intensas obrigam à retirada de cerca de 10 mil pessoas no centro da China

Chuvas "excecionalmente intensas" registadas durante o fim de semana na província chinesa de Guizhou, no centro do país, provocaram inundações e levaram à retirada de cerca de 10 mil pessoas, informou hoje a agência noticiosa oficial Xinhua.

Lusa /
Tingshu Wang - Reuters

As áreas mais afetadas foram as cidades de Qianxi e Zunyi e a vila de Changshun, segundo a agência.

As autoridades locais ativaram operações de emergência permanentes e retiraram até ao momento 1.377 residentes de 491 famílias, além de terem resgatado mais de 50 pessoas que ficaram cercadas pelas águas.

Em Changshun, mais de três mil habitantes de cerca de mil habitações situadas a jusante da barragem de Bancong foram transferidos para zonas seguras, após uma falha de energia ter afetado o funcionamento da infraestrutura e provocado o seu transbordo.

O Ministério dos Recursos Hídricos e a Administração Meteorológica da China emitiram no domingo à tarde um alerta vermelho, o nível mais elevado do sistema chinês, devido ao risco de enxurradas em áreas do sudeste de Guizhou entre domingo e hoje.

Em resposta, as autoridades reforçaram a vigilância em 27 rios e mobilizaram milhares de elementos das equipas de controlo de cheias.

Até à noite de domingo, quase cinco mil residentes foram retirados preventivamente na prefeitura autónoma de Qiandongnan, enquanto prosseguia a retirada de outras cerca de 22 mil pessoas.

As chuvas afetam também outras regiões do sul da China.

A província de Guangdong ativou na noite de sábado um plano de resposta de emergência devido à previsão de precipitação intensa, tempestades localizadas e possíveis cheias acima dos níveis de alerta em rios de pequena e média dimensão.

Em Nanning, capital da região autónoma de Guangxi, as autoridades elevaram o nível de alerta para precipitação em vários distritos, perante a previsão de novos aguaceiros acompanhados por trovoadas, rajadas de vento e risco de inundações urbanas.

Desde meados de maio, a China enfrenta uma sucessão de episódios de chuva intensa no centro e sul do país, com inundações e deslizamentos de terras em várias províncias.

Os serviços meteorológicos chineses atribuíram o adiantamento da época das chuvas a sistemas atmosféricos anómalos.

Todos os anos, a China enfrenta fenómenos de precipitação extrema, inundações repentinas e deslizamentos de terras durante a estação das chuvas.

Nos últimos anos, o país foi afetado pelas inundações de Pequim em 2023, que causaram mais de 30 mortos, pelas ondas de calor e secas de 2022 e pelas cheias na província central de Henan em 2021, que provocaram mais de 300 vítimas mortais.

 

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