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Cimeira para reafirmar o pilar europeu da NATO. Aliados reúnem-se em Ancara
Ancara recebe os chefes de Estado e de Governo dos 32 Aliados e alguns parceiros da Aliança para marcar uma mudança de estratégia.
A reunião de Haia, o ano passado, foi a cimeira da repartição de custos (burden sharing) – com os Estados Unidos a garantirem que todos se comprometiam com gastos de 5 por cento do PIB até 2035 (sendo 3,5 por cento em capacidades de defesa essenciais (capacidades militares, forças armadas, equipamento e treino) e 1,5 por cento do PIB para despesas relacionadas com defesa e segurança (cibersegurança, proteção de infraestruturas críticas e resiliência civil).
Já esta cimeira pretende marcar a transferência de responsabilidades (burden shifting), com os Estados Unidos a retirarem-se gradualmente das obrigações de garantirem a segurança no continente europeu (uma responsabilidade que vai recair, cada vez mais, nas mãos dos Aliados europeus).
Donald Trump vem a Ancara (e diz que o faz por amizade ao Presidente da Turquia) reafirmar o compromisso com o artigo 5º, a dissuasão nuclear (o Grupo de Planeamento Nuclear da NATO renovou a doutrina nuclear a 18 de junho) e o que os dois lados do Atlântico consideram como as ameaças comuns: a que vem da Rússia, como a mais direta e de longo prazo, e o terrorismo como ameaça constante.
Fontes diplomáticas garantem à Antena 1 que esta vai ser uma cimeira de unidade, até porque o compromisso com a cláusula de “um por todos e todos por um” vai permanecer intocável, mas também porque existe uma declarada vontade de manter uma abordagem a 360 graus.
Na cimeira vão estar, como convidados, os 4 parceiros habituais da NATO (Austrália, Nova Zelândia, Japão e Coreia do Sul), e os países do ICI (Istambul Cooperation Initiative) que inclui o Bahrein, os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait e o Qatar.
Será fundamental reforçar a importância das parcerias.
“Lembrando ao Presidente Putin que estamos firmes no nosso compromisso nos próximos dois dias. Os 32 aliados, juntamente com parceiros da Ucrânia, da União Europeia, do Indo-Pacífico e do Golfo, vão reunir-se para garantir que a NATO continua a cumprir a sua missão” anunciou o Secretário-Geral da NATO ao chegar a Ancara esta segunda-feira.
“Juntos, representamos quase dois terços da economia mundial e reunimo-nos porque sabemos que a cooperação é fundamental. Somos mais fortes juntos na NATO, com os nossos parceiros, para garantir a liberdade e a segurança que todos prezamos”.
Do burden sharing ao burden shifting
Em Haia ficou reconhecido que os Estados Unidos estavam a contribuir mais do que a maioria dos outros Aliados. E Donald Trump exigiu um maior equilíbrio nos gastos.
E Mark Rutte não poupa, de novo, elogios ao Presidente dos Estados Unidos.
“Deixem-me dizer que tive uma boa conversa na semana passada com o Presidente Trump e discutimos o aumento impressionante dos gastos com a defesa por parte dos europeus e canadianos”.
Para o neerlandês, que é agora o líder da NATO, este aumento deve-se a dois protagonistas: “isto deve-se a Putin (à Rússia e à Ucrânia), mas também porque ele, o Presidente Trump, tem sido extremamente enérgico, incentivando-nos a fazê-lo. E pode argumentar-se que é o primeiro presidente dos EUA desde Eisenhower a chegar a esta situação em que os europeus e os canadianos gastam o mesmo que os americanos. Esta equidade era um desejo de 50, 60 anos. E agora está a acontecer, e creio que em grande parte graças à sua liderança (de Donald Trump).
No quartel-general em Bruxelas todos parecem reconhecer que esse “foi um salto que a NATO teria que dar, necessariamente”.
Por isso surgiu o compromisso com os 5 por cento do Produto Interno Bruto em investimentos em defesa.
- Portugal já anunciou que atingiu, o ano passado e de acordo com os padrões NATO, os 2,01 por cento do PIB, o equivalente a 6 mil milhões de euros. Como Aliado Portugal passou de gastos de 1,58 por cento em 2024 para o mínimo exigido de 2 por cento.
No geral os Aliados europeus e o Canadá investiram adicionalmente, 139 mil milhões de dólares em 2025. Mais 20% mais do que em 2024. Mas há pelo menos 3 Estados-membros que já anunciaram que não conseguem atingir os 2 por cento este ano: Albânia, Eslovénia e República Checa.
Em Ancara será feito um ponto da situação, “uma fotografia dinâmica de como estão a ser cumpridos os objetivos de Haia”.
O Secretário-geral da NATO já apresentou, numa conferência pré-cimeira em Ancara, os números que vai apresentar aos Chefes de Estado e de Governo.
No que se refere ao burden sharing, Mark Rutte diz que já se está a caminhar para uma correção dos “desequilíbrios (em gastos e investimentos) que se registam há 76 anos na Aliança.
“Estamos a cumprir os compromissos assumidos em Haia de investir na nossa defesa. Garantiremos que estamos a reequilibrar para melhor, partilhando de forma justa a responsabilidade pela nossa segurança comum” garantiu Rutte.
- Mark Rutte garante que os Aliados europeus e o Canadá investiram mais – extra – 258 mil milhões de dólares em 2025 e 2026.
“Diria que a NATO, tal como a tínhamos há apenas três, quatro ou cinco anos, não era sustentável. Não é sustentável pedir a um país com 350 milhões de habitantes, que vive a oito horas de voo daqui, que nos defenda dos russos, com 600 milhões de pessoas a viver nesta parte do território da NATO, a região mais rica do mundo, sendo tão dependente dos Estados Unidos”.
Mas, de um modo geral, este reequilíbrio é crucial e, por isso, um papel europeu mais forte – com o Canadá também a intensificar os seus esforços – é importante porque, caso contrário, a Aliança, para ser honesto, provavelmente não seria sustentável a longo prazo” reforçou o Secretário-Geral da NATO.
Rutte considera que a Aliança está agora “numa situação muito boa e os europeus estão, de forma massiva, a intensificar os seus esforços. E, claro, se ainda faltar convencer um ou dois, temos formas de o fazer”.
“Estamos agora a criar uma Aliança sustentável, na qual os EUA sabem que existe um acordo justo. Estamos a investir o mesmo que eles, que estamos a assumir mais responsabilidade pela defesa convencional da Europa, uma Europa mais forte, uma NATO mais forte”.
Manter a rota do aumento dos investimentos parece ser um dado adquirido por isso, agora, é preciso começar a analisar como se vai fazer a transferência de responsabilidades (burden shifiting) com os norte-americanos a insistir que os Aliados Europeus assumam mais responsabilidades, tarefas e capacidades.
Objetivo: a defesa coletiva convencional deve ser liderada pelos europeus, com o apoio dos Estados Unidos.
A Stronger Europe in a Stronger NATO (uma Europa mais forte numa NATO mais forte)
Muitas das responsabilidades da defesa coletiva convencional vão passar de forma coordenada e calendarizada para as mãos dos Aliados europeus.
O que se pretende é desenhar um processo que garanta que os europeus assumem o preenchimento das lacunas (back filling) que vão ser criadas pela retira progressiva dos Estados Unidos.
O Secretário-geral da NATO assegurou, já em Ancara, que os Estados Unidos não vão sair ou abandonar a NATO e recorda “o reequilíbrio que os Estados Unidos ainda proporcionam em relação ao guarda-chuva nuclear” e que “os Estados Unidos ainda fornecem um apoio convencional crucial à NATO como um todo e, portanto, à segurança transatlântica e, consequentemente, à sua própria segurança, por exemplo, impedindo que os submarinos nucleares russos cheguem à costa dos norte-americanos”
Mark Rutte explica como se pretende estruturar nesta cimeira.
“Permitam-me, antes de mais, falar sobre as alterações no modelo de força da NATO. E esta é uma ferramenta de planeamento. Isto significa que são as nações que declaram o que vão fornecer ao coletivo”.
“Não se trata de uma redução drástica em termos do que os Estados Unidos vão proporcionar, mas sabemos agora com muito mais precisão o que os americanos podem oferecer. E os europeus já estão a reforçar as suas tropas”.
Mas há mais nesta questão do que apenas esta discussão sobre um modelo de força da NATO. O que estamos a assistir é a uma NATO que, de facto, está a sofrer uma transformação. O facto de os americanos terem declarado muito claramente que o farão em estreita coordenação com todos os aliados é, a meu ver, absolutamente decisivo”.
Fórum da Indústria de Defesa: a NATO 3.0
- “Transformaremos recursos financeiros em capacidades, unindo forças com a indústria e continuaremos o nosso sólido apoio à Ucrânia”, Mark Rutte, Secretário-geral da NATO.
Da cimeira deve sair reforçada uma “cooperação tão estreita quanto possível para construir uma base industrial transatlântica de defesa”.
Por isso o fórum é um momento para mostrar o que está a ser feito, e pode vir a ser feito.
Será um espaço para os governantes, as indústrias, os parceiros das áreas da inteligência artificial, da cibersegurança, do espaço, e da tecnologia, se juntarem.
- O Secretário-Geral da NATO vai anunciar iniciativas de compra conjunta de materiais e de desenvolvimento conjunto de projetos entre Aliados e entre Aliados e parceiros.
“Anunciaremos dezenas de milhares de milhões de investimentos em novos contratos que fornecerão os equipamentos cruciais de que necessitamos para dissuadir e defender, e depois as nossas indústrias vão unir forças e aumentar o fornecimento” assegurou Mark Rutte esta segunda-feira.
Esta é já a fase da NATO 3.0.
“O resultado não é apenas uma segurança melhorada. Isto ajudará a impulsionar as nossas economias, a disseminar a inovação e a apoiar centenas ou milhares de empregos em ambos os lados do Atlântico”.
“Isto significa garantir que a inovação é uma prioridade. O Fórum da Indústria de Defesa da Cimeira da NATO será a plataforma onde demonstraremos como estamos a trabalhar com a indústria para fornecer as capacidades que a dissuasão e a defesa fiáveis exigem”.
“Estamos a investir na nossa própria segurança, garantindo que temos o que precisamos para proteger as nossas sociedades hoje e amanhã, porque as ameaças que enfrentamos são reais, incluindo da Rússia, que continua a fazer guerra contra a Ucrânia”, Mark Rutte, Secretário-geral da NATO.
Portugal estará representado por um conjunto de empresas e a participação institucional do Ministério da Defesa. Portugal, admitem fontes diplomáticas, poderá ganhar com o reforço da centralidade atlântica.
“A boa notícia é que, com os 250 mil milhões extra gastos em 2025 e 2026 – conseguem imaginar 250 mil milhões de dólares investidos pelos canadianos e pelos europeus? – atingimos o limite máximo em termos de capacidade de absorção do que a indústria pode produzir” assegurou Mark Rutte.
“Porque há um limite para o que se pode gastar a mais num ou dois anos em termos de recrutamento de homens e mulheres fardados, garantindo que a base industrial de defesa – que está a desenvolver-se rapidamente e a aumentar a sua produção – está preparada”.
Ucrânia: em Ancara a Ucrânia vai ser reconhecida como um security provider
Volodomyr Zelensky vai marcar presença (na terça-feira à noite) no jantar com os Chefes de Estado e de Governo dos Aliados, a Presidente da Comissão Europeia, o Presidente do Conselho Europeu e o Secretário-geral da NATO.
Em Ancara a Ucrânia vai ser reconhecida como um security provider (provedor de serviços de segurança) da NATO, pela capacidade que desenvolveu no que se refere às novas tecnologias (sobretudo drones) e aos métodos de combate.
Zelensky participa no jantar oferecido por Erdogan quando, em simultâneo, acontecem os jantares ministeriais da Defesa e dos Negócios Estrangeiros em que os ucranianos também vão estar representados.
Esta cimeira acontece numa altura em que a adesão de Kiev à NATO já não marca as discussões. Por agora, o compromisso a assumir é o de apoiar financeiramente a Ucrânia.
“Neste momento, a Ucrânia está a mudar a dinâmica no campo de batalha. Graças à bravura, dedicação e engenho das forças armadas. Mas precisam do nosso apoio contínuo, especialmente no que diz respeito à defesa aérea” reforçou o Secretário-geral da NATO em Ancara.
“A Rússia continua com ataques de drones e mísseis contra cidades ucranianas, tendo realizado mais um ataque horrível na noite passada. Por conseguinte, enquanto a Ucrânia continua a defender a sua soberania, os Aliados e os parceiros da NATO devem continuar a garantir que a Ucrânia recebe o que necessita”.
“E quero deixar claro que todos os aliados precisam de fazer a sua parte para que o nosso apoio à Ucrânia continue a fluir. Porque a segurança da Ucrânia está intimamente ligada à nossa” garantiu Rutte.
Com os EUA de fora do financiamento, aliados europeus da NATO e o Canadá preparam um compromisso histórico: fornecer 70 mil milhões de euros por ano em ajuda militar à Ucrânia em 2026 e 2027.
- Este valor é alcançado pelos 60 mil milhões de euros de ajuda militar que a União Europeia se comprometeu a emprestar à Ucrânia em 2026 e 2027, ou seja, 30 mil milhões por ano.
Já o Canadá e os países europeus da NATO – sendo que 23 são também membros da EU – vão contribuir com cerca de 40 mil milhões de euros em 2026 e, pelo menos, o mesmo montante em 2027.
Este valor é o que já fora assumido há dois anos, mas nessa altura ainda com a participação dos Estados Unidos que agora cortaram as ajudas a Kiev.
Donald Trump considera que compete aos europeus financiar a Ucrânia.
Mas o facto é que os norte-americanos continuam a enviar armas – incluindo misseis Patriot produzidos nos Estados Unidos e indispensáveis para a defesa aérea ucraniana (Volodymyr Zelensky já solicitou repetidamente aos aliados que aumentem significativamente as entregas de sistemas de defesa aérea) – mas pagas pelas pelos europeus.
A Rússia intensificou os ataques à Ucrânia no Domingo, dias antes da Cimeira, no que muitos analistas entendem ter sido uma resposta à reunião de Ancara.
“Mais uma vez, o que ficou claro foi o desespero de Putin, uma vez que os ucranianos estão a sair-se bem no campo de batalha. Putin está disposto a aceitar que até 35.000 dos seus, na sua maioria homens fardados, estejam a ser mortos no campo de batalha, o que é uma notícia terrível para as famílias”. É esta a convicção de Mark Rutte.
“O que aconteceu foi um ataque indiscriminado contra civis inocentes, contra infraestruturas, contra cidades na Ucrânia; muitas pessoas estão a ser mortas”.
Dirigindo-se a um jornalista ucraniano, na conferência de imprensa de antevisão, Rutte referiu que “o facto é que vocês têm estado muito melhor nos últimos dois meses, do que há apenas 3 ou 4 meses”.
E sobre uma eventual cimeira entre as duas partes para alcançar um cessar-fogo e avançar para a paz o Secretário-Geral da NATO refere que “obviamente, são necessários dois para dançar tango”.
“Volodymyr Zelensky, o Presidente da Ucrânia, está disposto a sentar-se à mesa com Putin, seja qual for o formato, para resolver esta terrível guerra. E, obviamente, até agora, Putin recusou-se a sentar-se à mesa. Mas não consigo prever o que é preciso acontecer para que Putin se sente à mesa das negociações. Acho que ninguém nesta sala consegue prever. É difícil sondar a mente e o coração de Putin”.
“Mas o que estamos a assistir é a uma economia em dificuldades, ucranianos a atacar em território russo e a atingir infraestruturas vitais de energia, defesa e indústria, e, claro, a Ucrânia a sair-se cada vez melhor no campo de batalha”.
- “Como disse, Putin está disposto a sacrificar até 35.000 homens, o que é uma loucura no campo de batalha” – reforçou Mark Rutte – conseguem imaginar o impacto disto em todas estas famílias?
E deixa um pedido, em jeito de aviso aos jovens russos: “se é jovem e vive na Rússia e pensa em juntar-se ao esforço de guerra, bem, pense duas vezes, porque provavelmente será uma das 35.000 baixas militares deste mês, no próximo mês, ou no mês seguinte”.
Dissuasão nuclear
A Lituânia e a Finlândia levantaram as proibições nacionais de abrigar armas nucleares nos seus territórios.
O Secretária-geral da Aliança defende “essas são, obviamente, decisões dos países que decidem levantar as restrições que tinham no passado”.
“O que sabemos é que, no que diz respeito ao guarda-chuva nuclear, o papel crucial aqui é, obviamente, o dos Estados Unidos. O guarda-chuva nuclear americano é o principal garante da nossa liberdade e segurança em toda a NATO. É claro que isto se aplica especialmente à parte europeia do território da Aliança”.
“Mas também temos as capacidades nucleares britânicas e francesas, sendo que a França está um pouco fora das estruturas da NATO, mas, obviamente, muito presente. E os britânicos coordenam as suas ações dentro das estruturas da NATO. Isto deve-se a decisões políticas tomadas há muitos anos” recorda Mark Rutte.
“Os franceses anunciaram recentemente que pretendem garantir que a sua dissuasão nuclear tem um impacto ainda maior na dissuasão geral da Aliança, em estreita coordenação e concentração com os americanos. Por isso, considero que, no que diz respeito ao programa nuclear, estamos numa posição muito favorável”.
ANCARA, Turquia (AP) — Vários órgãos de comunicação social independentes turcos viram as suas credenciais negadas para cobrir a próxima cimeira da NATO em Ancara, disseram grupos de jornalistas esta quinta-feira, classificando a decisão como uma afronta à liberdade de imprensa.
O presidente norte-americano, Donald Trump, deverá juntar-se a outros líderes da aliança de 32 membros para a cimeira de 7 e 8 de julho na capital turca, durante a qual os aliados debaterão, entre outros assuntos, as despesas de defesa e tentarão projetar a unidade.
Os jornalistas turcos dos órgãos de comunicação social considerados de oposição ou independentes — incluindo a Halk TV, a Sozcu TV, o jornal Cumhuriyet, o site de notícias T24 e a agência de notícias ANKA — foram excluídos da cobertura da cimeira, disseram a Associação de Jornalistas Turcos e outros grupos de solidariedade para com os meios de comunicação social.
Os jornalistas não receberam qualquer justificação para a recusa nem tiveram oportunidade de recorrer da decisão, afirmou a associação.
A porta-voz da NATO, Allison Hart, afirmou num comunicado publicado no X que, para as cimeiras realizadas fora da sua sede em Bruxelas, a aliança transatlântica depende do país anfitrião para avaliar e aprovar a presença de jornalistas desse país.
“Estamos em contacto com as autoridades turcas sobre a acreditação para a Cimeira da NATO em Ancara. É muito importante para a NATO que a imprensa possa participar presencialmente em grandes eventos”, disse ela.
As autoridades turcas não comentaram a questão da acreditação.
A Turquia está a implementar amplas medidas de precaução antes da cimeira. No início desta semana, as forças de segurança detiveram mais de 200 pessoas suspeitas de ligações a grupos extremistas, informou a Procuradoria-Geral de Ancara.
Mas os partidos da oposição e os relatos dos media afirmaram que um político, um académico, um jornalista, um proeminente activista LGBTQ e advogados estavam entre os detidos, exigindo a sua libertação.