Comandante supremo da NATO responde publicamente a Donald Trump

| Mundo

|

O general norte-americano Curtis Scaparrotti, comandante-supremo da NATO, reagiu duramente às acusações que o presidente lançara contra a modéstia da contribuição alemã para a Aliança.

Scaparrotti, citado no site alemão Die Zeit, tem em comum com o ponto de vista de Trump a convicção de "os investimentos [na NATO] são muito importantes, porque vivemos num outro mundo. As exigências com que estamos confrontados, em matéria de rapidez e capacidades, tornam necessários estes investimentos".

E, tal como Trump, também considera que existem "défices de capacidade". Mas está confiante em que esses défices serão supridos em consonância com os planos de cada país, e que "a Alemanha o fará".

Isto porque, segundo Scaparrotti, "a Alemanha é uma excelente aliada", que está em segundo lugar, logo a seguir aos Estados Unidos, entre os países que mais tropas colocam à disposição da NATO. O comandante-supremo da Aliança destacou em especial o papel da Alemanha na actividade da NATO nos países bálticos e no Afeganistão.

E recusou-se a limitar a discussão ao problema financeiro: "Realmente, há outras coisas para além da diferente distribuição do ónus [financeiro]. Na Aliança, nós sabemos qual é a contribuição da Alemanha, quais são as capacidades que ela nos traz".

O general manifestou, enfim, o seu contentamento pela decisão tomada na cimeira da NATO, no sentido de instalar na cidade alemã de Ulm um centro de comando logístico da Aliança.


A informação mais vista

+ Em Foco

O economista guineense Carlos Lopes considera que a Europa tem discutido as migrações e outras questões africanas, sem consultar os africanos.

    A revelação foi feita durante uma entrevista exclusiva à RTP à margem da cimeira de CPLP, que decorreu esta semana em Cabo Verde.

    Em entrevista à RTP, Graça Machel revela que o grande segredo de Nelson Mandela era fazer sentir a cada pessoa com quem falava que era a mais importante.

    Apesar da legislação contra estas situações, os Estados Unidos são dos países que mais importam produtos em risco de serem produzidos através de trabalhos forçados.