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Conflito EUA/Irão. Tensão política aumenta no Médio Oriente
A morte do general iraniano Qasem Soleimani aumenta a tensão política no Médio Oriente e as duas esgrimem argumentos.
O parlamento iraquiano realiza este sábado uma sessão extraordinária para debater a situação criada pelo ataque norte-americano de sexta-feira, de que resultou a morte do general iraniano Qassem Soleimani, comandante da força de elite dos Guardiães da Revolução iranianos, Al-Qods.
Soleimani morreu num ataque dos Estados Unidos com um "drone" (aparelho aéreo não-tripulado), em Bagdad, juntamente com o número dois da coligação de grupos paramilitares pró-iranianos no Iraque Hachd al-Chaab, Abu Mehdi al-Muhandis, e outras seis pessoas.
Tanto para os seus apoiantes, como para os seus críticos, Qassem Soleimani, que desempenhou um papel importante no combate aos "jihadistas", era encarado como o homem-chave da influência iraniana no Médio Oriente: reforçou o peso diplomático de Teerão, nomeadamente no Iraque e na Síria, dois países onde os Estados Unidos estão envolvidos militarmente.
O diferendo entre os Estados Unidos e o Irão é longo e a tensão tem vindo a subir de tom desde que o Presidente norte-americano, Donald Trump, retirou unilateralmente, em meados de 2018, Washington do acordo internacional sobre o dossiê nuclear iraniano (firmado em 2015), e decidiu restaurar sanções devastadoras para a economia iraniana.
Para reforçar uma eventual resposta a uma reação iraniana, que prometeu retaliar no momento e tempo certos, os Estados Unidos decidiram enviar mais 3.000 militares para o Médio Oriente.
Soleimani morreu num ataque dos Estados Unidos com um "drone" (aparelho aéreo não-tripulado), em Bagdad, juntamente com o número dois da coligação de grupos paramilitares pró-iranianos no Iraque Hachd al-Chaab, Abu Mehdi al-Muhandis, e outras seis pessoas.
O líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, prometeu, entretanto, vingar a morte de Soleimani e o Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano disse que a vingança ocorrerá “no lugar e na hora certos”, como conta a jornalista Margarida Vaz.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, explicou as motivações que levaram a abater o chefe militar iraniano.
Para reforçar uma eventual resposta a uma reação iraniana, que prometeu retaliar no momento e tempo certos, os Estados Unidos decidiram enviar mais 3.000 militares para o Médio Oriente.
Em declarações ao jornalista da Antena 1, José Manuel Rosendo, o coronel Lemos Pires, professor na academia militar, disse não acreditar num conflito direto entre as duas potências.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, avisou sexta-feira que “o mundo não pode permitir outra guerra no Golfo", numa referência ao ataque que matou o general iraniano, apelando “aos líderes para mostrarem o máximo de contenção” neste momento de tensão.
O apelo à calma também já foi lançado pela diplomacia portuguesa através do ministério dos Negócios Estrangeiros.