Confrontos entre FLEC/FAC e tropas angolanas em Cabinda provocam 12 mortos

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O movimento independentista de Cabinda indicou hoje ter entrado na terça-feira em confrontos com as tropas angolanas no enclave, que causaram a morte a 12 pessoas, quatro delas civis, junto à aldeia e Tchiminzi, na região de Massabi.

Num "comunicado de guerra", o Estado-Maior General da Frente de Libertação do Estado de Cabinda/Forças Armadas de Cabinda (FLEC/FLAC) indica que uma patrulha da ala militar do movimento independentista foi "alvo de uma emboscada das forças ocupantes" angolanas.

"A FLEC/FAC lamenta a morte dois militares das FAC durante a ação. De lamentar igualmente a morte de quatro civis no decorrer do confronto. Da parte das forças atacantes, seis soldados angolanos perderam a vida", lê-se no documento, assinado pelo chefe operacional das FAC e comandante militar da região do Massabi, Che Libika Nkulu.

A FLEC, através do seu "braço armado", as FAC, luta pela independência do território alegando que o enclave era um protetorado português, tal como ficou estabelecido no Tratado de Simulambuco, assinado em 1885, e não parte integrante do território angolano.

Criada em 1963, a organização independentista dividiu-se e multiplicou-se em diferentes fações, efémeras, com a FLEC/FAC a manter-se como o único movimento que alega manter uma "resistência armada" contra a administração de Luanda.

Emmanuel Nzita é o atual presidente da FLEC/FAC e sucedeu a Nzita Tiago, líder histórico do movimento independentista Cabinda, que morreu a 03 de junho de 2016, aos 88 anos.

 

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Cabinda, Massabi Che Libika Nkulu, Tratado,

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