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Confrontos na Venezuela. Polícia de choque impede marcha sobre palácio presidencial

Confrontos na Venezuela. Polícia de choque impede marcha sobre palácio presidencial

A polícia venezuelana disparou gás lacrimogéneo contra os manifestantes reunidos esta quinta-feira em Caracas para exigir aumentos salariais em frente ao palácio presidencial de Miraflores, como testemunhou uma equipa da AFP.

RTP /
Polícia de choque envolve-se com manifestantes por melhores salários em Caracas, Venezuela Foto: Juan Barreto - AFP

"Vamos até Miraflores", "Têm medo que o povo chegue a Miraflores", gritavam os cerca de 2.000 manifestantes contra as forças de segurança durante um confronto tenso. Polícias de choque armados com escudos de proteção dispararam gás lacrimogéneo para conter os manifestantes que ainda permaneciam no centro de Caracas, a poucos quilómetros do palácio de Miraflores.

Os protestos têm sido raros na Venezuela desde a onda de repressão contra as manifestações da oposição ao presidente deposto Nicolás Maduro, que se recandidata em 2024.

Sindicatos e trabalhadores queixam-se de "salários de miséria" congelados há quatro anos.

Na quarta-feira, a presidente interina Delcy Rodríguez prometeu um "aumento responsável" dos salários, corroído por anos de inflação e pelo colapso económico da última década, com efeitos a partir de 1 de maio.

"Chega de mentiras, destes tais aumentos salariais. Querem fazer passar um aumento dos bónus do governo por um aumento salarial real", disse à AFP Mauricio Ramos, um reformado de 71 anos.

O salário mínimo mensal na Venezuela equivale atualmente a 0,27 dólares, com uma inflação anual superior a 600 por cento.

Os salários podem chegar aos 150 dólares com os bónus estatais, mas este valor é ainda insuficiente para cobrir o cabaz alimentar de uma família, estimado em 645 dólares.

Rodríguez foi a última vice-presidente de Nicolás Maduro até à captura do antigo chefe de Estado pelas forças armadas norte-americanas, a 3 de janeiro. Ao assumir a presidência interina, declarou que os "erros" económicos do passado precisavam de ser "corrigidos".

Sob pressão de Washington, implementou várias mudanças, aprovando uma lei de amnistia para libertar presos políticos e reformando o sector petrolífero para o abrir à propriedade privada.

c/agências
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