Construção em colonatos da Cisjordânia vai continuar
O primeiro-ministro israelita, Ariel Sharon, afirmou que a construção nos colonatos da Cisjordânia vai continuar mas "sem se falar no assunto" e apesar da oposição dos palestinianos e da comunidade internacional, noticiou hoje um jornal de Telavive.
Durante uma reunião "íntima" com dirigentes do seu partido, Likud, o chefe do governo israelita foi duramente questionado sobre a retirada dos colonatos da Faixa de Gaza, de acordo com o diário Yedioth Aharonoth.
"Não há necessidade de falar, devemos construir e vamos fazê-lo sem falar", referiu Sharon, quando questionado sobre se depois da retirada de Gaza se segue a da Cisjordânia, acrescentando que o processo não será igual.
O exército e a polícia israelitas retiraram no mês passado cerca de 8.500 residentes de 21 colonatos da Faixa de Gaza e de outros quatro da Cisjordânia, do total de 120 nos territórios ocupados desde 1967.
O primeiro-ministro israelita declarou recentemente que Israel deverá renunciar a um número ainda indeterminado de colonatos da Cisjordânia, mas vai exigir manter três grandes blocos nas próximas negociações de paz com os palestinianos, que reclamam o desmantelamento de todos os colonatos para estabelecer um Estado independente.
Sharon fez estas declarações depois de o vice-ministro da Defesa, Zeev Boim, ter afirmado segunda-feira que o governo autorizou a construção de 3.000 vivendas no colonato de Ariel, com uma população de 35.000 habitantes, apesar da oposição dos Estados Unidos, principal aliado de Israel.
"Corrigindo" os números avançados pelo ministro da Defesa, um porta-voz do governo assinalou que apenas foi autorizada a construção de 117 vivendas.
Segundo responsáveis do colonato de Ariel, as 3.000 casas serão construídas nos próximos dez anos e a população aumentará entre 18.000 e 30.000 pessoas.