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"Outra violação de resoluções". Coreia do Norte lança míssil com Blinken em Seul

"Outra violação de resoluções". Coreia do Norte lança míssil com Blinken em Seul

A estrutura militar da Coreia do Norte lançou esta segunda-feira um míssil balístico direcionado ao Mar do Japão, um ensaio a coincidir com a visita do secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, a Seul. O chefe da diplomacia dos Estados Unidos e o homólogo sul-coreano, Cho Tae-yul, já condenaram este gesto.

Carlos Santos Neves - RTP /
O míssil balístico foi lançado em direção ao mar do Japão Kim Hong-ji - Reuters

"A Coreia do Norte lançou um míssil balístico desconhecido em direção ao Mar do Leste", adiantou nas últimas horas o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul.

Ainda segundo a cúpula militar sul-coreana, o míssil foi lançado a partir de uma área próxima da capital norte-coreana, Pyongyang.O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul reforçou entretanto a vigilância, face à possibilidade de mais lançamentos por parte do Norte.

Também o Ministério da Defesa Japão revelou, no X, ter detetado o lançamento de um míssil da Coreia do Norte, que terá caído já fora da Zona Económica Exclusiva do país, pelas 12h12 (4h12 em Lisboa).

A última vaga de testes em série de mísseis da Coreia do Norte datava de 6 de novembro, quando foram lançados vários projéteis de curto alcance, na antecâmara da eleição presidente norte-americana.

Há uma semana, o regime de Kim jong-un testou o que descreveu como um novo míssil balístico intercontinental de combustível sólido - arma que será agora a mais avançada do arsenal do regime.
"Outra violação de múltiplas resoluções"

Já em Seul, em conferência de imprensa conjunta com o homólogo sul-coreano, Cho Tae-yul, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, condenou "o lançamento de mísseis pela RPDC ainda hoje",

Trata-se, nas palavras do chefe da diplomacia dos Estados Unidos, de "outra violação de múltiplas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas".


Foto: Chung Sung-Jun - EPA

Blinken afirmou também que a Rússia pretende alargar a cooperação espacial com a Coreia do Norte, em troca do envio de soldados deste país para a guerra na Ucrânia.

Na Coreia do Sul, o secretário de Estado norte-americano propõe-se "reafirmar a aliança inquebrável" entre os dois países e abordar meios de "reforçar os trabalhos fundamentais para promover uma região do Indo-Pacífico livre, aberta e próspera".A deslocação de Antony Blinken a Seul é parte de um périplo que passará ainda pelo Japão e pela França, segundo uma nota divulgada na passada sexta-feira pelo Departamento de Estado norte-americana.

A Coreia do Sul vive em contexto de agitação política desde que o presidente Yoon Suk-yeol declarou lei marcial, a 3 de dezembro - o chefe de Estado seria destituído pelo Parlamento a 14 de dezembro. Aguarda agora uma decisão do Tribunal Constitucional, até junho, sobre a sua reintegração ou destituição definitiva.

c/ agências
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