Mundo
Coronavírus. Sistema de inteligência artificial deu alerta em dezembro
Dez dias antes de a Organização Mundial de Saúde emitir um alerta sobre o coronavírus na China, um algoritmo de inteligência artificial, desenvolvido por uma start-up, detetou a doença e os locais para os quais ela iria viajar.
No dia 31 de dezembro, um algoritmo desenvolvido pela start-up BlueDot, especializada em monitorar a propagação de doenças infecciosas, já tinha descoberto a existência do vírus e notificado os seus clientes.
No mesmo dia, a China emitiu um comunicado à Organização Mundial de Saúde (OMS), onde admitia a existência de 27 casos. Contudo, o anúncio do vírus só aconteceu dez dias depois, avança o jornal espanhol El País.
O sistema criado pela BlueDot produz relatórios para várias organizações dos Estados Unidos. A sua estratégia baseia-se na coleta e análise de informações de notícias publicadas em sites e jornais em mais de 30 idiomas.O novo coronavírus já atingiu um número superior ao da epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). O número de infetados atingiu os 5.974 na China continental e matou 132 pessoas.
Através do processamento de linguagem natural, que possibilita que a inteligência artificial entenda e produza textos, o “algoritmo lê notícias publicadas nos meios de comunicação onde são mencionados casos influência, mortes sem explicação e sintomas que não estão presentes em nenhum diagnóstico específico, tanto em humanos como em animais”, esclareceu Alfonso Valencia, professor do Instituto Catalão de Pesquisa e Estudos Avançados, citado por El País.
Outra fonte importante para obter dados, usado por este sistema de inteligência artificial, para antecipar a propagação da doença no mundo, são os bilhetes de avião.
O sistema de inteligência artificial conseguiu analisar quantos voos diários existiam desde a cidade de origem do vírus para o resto das cidades do mundo, quer através de voos diretos ou não, e quantos viajantes estavam presentes nos voos.
Estas informações permitiriam à BlueDot saber quando e para onde os cidadãos afetados estavam a viajar. O sistema de inteligência artificial consegui prever corretamente que o vírus iria sair de Wuhan para Banguecoque, Seul, Taipei e Tóquio, nos dias após os seu aparecimento.
“A combinação dessas duas fontes de informação tornam possível a previsão da propagação da doença”, afirma Alfonso Valencia.
Depois de o sistema concluir a filtragem dos dados, os epidemiologistas verificam se as conclusões fazem sentido do ponto de vista científico e enviam um relatório às autoridades de saúde pública, companhias aéreas e hospitais, onde os pacientes afetados podem acabar, afirmou o fundador CEO da BlueDot, Kamran Khan, à revista norte-americana Wired.
Khan afirmou que a primeira conquista deste sistema foi conseguir prever com seis meses de antecedência os vírus Zika.
No mesmo dia, a China emitiu um comunicado à Organização Mundial de Saúde (OMS), onde admitia a existência de 27 casos. Contudo, o anúncio do vírus só aconteceu dez dias depois, avança o jornal espanhol El País.
O sistema criado pela BlueDot produz relatórios para várias organizações dos Estados Unidos. A sua estratégia baseia-se na coleta e análise de informações de notícias publicadas em sites e jornais em mais de 30 idiomas.O novo coronavírus já atingiu um número superior ao da epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). O número de infetados atingiu os 5.974 na China continental e matou 132 pessoas.
Através do processamento de linguagem natural, que possibilita que a inteligência artificial entenda e produza textos, o “algoritmo lê notícias publicadas nos meios de comunicação onde são mencionados casos influência, mortes sem explicação e sintomas que não estão presentes em nenhum diagnóstico específico, tanto em humanos como em animais”, esclareceu Alfonso Valencia, professor do Instituto Catalão de Pesquisa e Estudos Avançados, citado por El País.
Outra fonte importante para obter dados, usado por este sistema de inteligência artificial, para antecipar a propagação da doença no mundo, são os bilhetes de avião.
O sistema de inteligência artificial conseguiu analisar quantos voos diários existiam desde a cidade de origem do vírus para o resto das cidades do mundo, quer através de voos diretos ou não, e quantos viajantes estavam presentes nos voos.
Estas informações permitiriam à BlueDot saber quando e para onde os cidadãos afetados estavam a viajar. O sistema de inteligência artificial consegui prever corretamente que o vírus iria sair de Wuhan para Banguecoque, Seul, Taipei e Tóquio, nos dias após os seu aparecimento.
“A combinação dessas duas fontes de informação tornam possível a previsão da propagação da doença”, afirma Alfonso Valencia.
Depois de o sistema concluir a filtragem dos dados, os epidemiologistas verificam se as conclusões fazem sentido do ponto de vista científico e enviam um relatório às autoridades de saúde pública, companhias aéreas e hospitais, onde os pacientes afetados podem acabar, afirmou o fundador CEO da BlueDot, Kamran Khan, à revista norte-americana Wired.
Khan afirmou que a primeira conquista deste sistema foi conseguir prever com seis meses de antecedência os vírus Zika.