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Cremes, pastas de dentes ou produtos alimentares: maioria dos produtos comprados online a operadores fora da União Europeia não cumpre as normas

Cremes, pastas de dentes ou produtos alimentares: maioria dos produtos comprados online a operadores fora da União Europeia não cumpre as normas

Cosméticos, equipamentos de proteção individual ou suplementos alimentares. Operação da Comissão Europeia mostrou que a maioria dos produtos comprados online a operadores de países terceiros não cumpre as normas de segurança e de rotulagem em vigor na União Europeia.

Joana Bénard da Costa - RTP /
Kelly Sikkema - Unsplash

A operação de controlo foi feita à escala europeia, entre os meses de outubro e dezembro de 2005. Durante esse período foram analisados mais de 11 mil produtos adquiridos através do comércio eletrónico e enviados diretamente aos consumidores europeus, de acordo com um comunicado divulgado nesta quarta-feira pelo Infarmed que participou na ação. 

Cosméticos, equipamentos de proteção individual ou suplementos alimentares, a iniciativa conjunta que envolveu autoridades aduaneiras, entidades de vigilância do mercado e organismos responsáveis pela segurança alimentar de 27 Estados-membros, mostrou que a maioria dos produtos comprados online a operadores de países terceiros não cumpre as normas de segurança e de rotulagem em vigor na União Europeia.

Em relação aos cosméticos, foram analisadas cerca de seis mil unidades de produtos como cremes, maquilhagem, pastas dentífricas ou produtos para cabelo e unhas. 

Verificou-se que 65% não cumpriam os requisitos da UE, nomeadamente "por falta ou incorreção da rotulagem, ausência de documentação obrigatória ou presença de ingredientes proibidos", de acordo com o comunicado. 

As conclusões revelaram ainda que a maioria dos produtos que não cumpre as regras europeias "tem origem em países terceiros, sobretudo da China, Estados Unidos e Reino Unido".

A ação da Comissão Europeia envolveu organismos de 27 Estados-membros, entre os quais Portugal, através da participação do Infarmed, entre outras entidades.

No comunicado agora divulgado, pode ler-se que o "rápido crescimento do comércio eletrónico tem aumentado significativamente o número de encomendas que entram no mercado europeu" e que estes controlos "são essenciais para garantir que apenas produtos seguros chegam aos consumidores e que as empresas que cumprem as regras europeias não são colocadas em desvantagem no mercado único".
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