Mundo
Crise do Nepal intensifica-se após confronto no Parlamento
Os políticos nepaleses protagonizaram uma situação conflituosa no Parlamento, intensificando a crise que coloca a população contra a lentidão do progresso político do país. Os parlamentares chegaram a atirar ténis e microfones numa briga em torno da nova Constituição.
O Nepal mergulhou ainda mais fundo na crise depois de os políticos não terem conseguido cumprir o prazo para apresentar a nova Constituição, um passo fundamental para trazer estabilidade ao país.
O Nepal encontra-se num "limbo" político desde 2008, data em que foi abolida uma monarquia que durava há 239 anos.
Os legisladores do partido da oposição invadiram o Parlamento, na noite da passada quinta-feira, para evitar que a coligação do poder avançasse com uma votação para aprovar o rascunho de um documento marcado por rivalidades políticas.
"Os líderes devem explicar à população porque falharam no cumprimento deste compromisso", afirmou Subas Nemwang, presidente da Assembleia Constituinte encarregada de preparar o documento, escreve a Reuters.
A Constituição é parte integral do acordo de paz assinado em 2006 que acabou com uma insurgência que causou cerca de 18 mil mortes.
Insegurança e descontentamento
Discórdias sobre como definir novas províncias tornaram o Governo nepalês incapaz de andar para a frente. As consecutivas falhas no cumprimento de datas para apresentação de uma nova Constituição aumentaram a insegurança e descontentamento no país.
Na passada terça-feira, manifestantes atearam fogo a dezenas de veículos enquanto a oposição apelava a um golpe que pressionasse o Governo a cumprir as suas metas.
No mesmo dia, parlamentares da oposição interromperam a sessão no Parlamento, atirando ténis e microfones, ferindo pelo menos três agentes de segurança.
Os maoístas e os partidos regionais querem a criação de dez estados no país, mas o Governo teme que o Nepal, cuja economia se baseia sobretudo na ajuda internacional e no turismo, não consiga suportar as várias regiões administrativas propostas.
Vários nepaleses dizem que os líderes políticos são insensíveis à paralisação da economia, em parte causada pelas suas falhas.
"Os políticos não têm nenhum interesse para além de fazer dinheiro para eles mesmos", argumenta Kale Sarki, um sapateiro de Kathmandu. "Eu não quero saber da Constituição. Com ou sem ela, eu quero é continuar a trabalhar aqui para sustentar a minha família", concluiu.
O Nepal encontra-se num "limbo" político desde 2008, data em que foi abolida uma monarquia que durava há 239 anos.
Os legisladores do partido da oposição invadiram o Parlamento, na noite da passada quinta-feira, para evitar que a coligação do poder avançasse com uma votação para aprovar o rascunho de um documento marcado por rivalidades políticas.
"Os líderes devem explicar à população porque falharam no cumprimento deste compromisso", afirmou Subas Nemwang, presidente da Assembleia Constituinte encarregada de preparar o documento, escreve a Reuters.
A Constituição é parte integral do acordo de paz assinado em 2006 que acabou com uma insurgência que causou cerca de 18 mil mortes.
Insegurança e descontentamento
Discórdias sobre como definir novas províncias tornaram o Governo nepalês incapaz de andar para a frente. As consecutivas falhas no cumprimento de datas para apresentação de uma nova Constituição aumentaram a insegurança e descontentamento no país.
Na passada terça-feira, manifestantes atearam fogo a dezenas de veículos enquanto a oposição apelava a um golpe que pressionasse o Governo a cumprir as suas metas.
No mesmo dia, parlamentares da oposição interromperam a sessão no Parlamento, atirando ténis e microfones, ferindo pelo menos três agentes de segurança.
Os maoístas e os partidos regionais querem a criação de dez estados no país, mas o Governo teme que o Nepal, cuja economia se baseia sobretudo na ajuda internacional e no turismo, não consiga suportar as várias regiões administrativas propostas.
Vários nepaleses dizem que os líderes políticos são insensíveis à paralisação da economia, em parte causada pelas suas falhas.
"Os políticos não têm nenhum interesse para além de fazer dinheiro para eles mesmos", argumenta Kale Sarki, um sapateiro de Kathmandu. "Eu não quero saber da Constituição. Com ou sem ela, eu quero é continuar a trabalhar aqui para sustentar a minha família", concluiu.