De vermelho se veste o Etna

De vermelho se veste o Etna

O vulcão mais dinâmico da Europa entrou em erupção e o fenómeno foi visível na parte leste da Sicília. A intensa atividade vulcânica envolveu as várias crateras da zona do cume e a lava transbordou, cobrindo de vermelho a montanha.

Carla Quirino - RTP /
Antonio Parrinello - Reuters

As encostas do monte Etna, no sul de Itália, foram envoltas em rios e ribeiros de lava que fluíram para o desabitado Valle del Bove.

A fonte de lava que jorrou da cratera sudoeste do Etna atingiu cerca de 2900 metros acima do nivel médio do mar.

O vulcanista Boris Behncke explica que a ultima erupção ocorreu há quatro semanas, mantendo-se uma moderada atividade até á noite de dia 18. Esta é a primeira erupção de 2021.

"Foi apenas mais um episódio de fontes e fluxos de lava, como os de 13, 21 e 22 de dezembro de 2020. Breve e espetacular e completamente inofensivo", escreveu no Twitter.


Em algumas cidades próximas, como em Fleri,  houve queda de cinzas, mas sem risco para a população.

O Observatório do Etna do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia explica que a existência de ventos que sopraram de norte para noroeste favoreceu a dispersão das cinzas no sentido da costa e do Golfo da Catânia.
 

Antonio Parrinello - Reuters

As explosões vulcânicas expeliram rochas e lava colorindo o céu, transformando-se num espetáculo para a lente dos apreciadores de vulcões.

As imagens tornaram-se virais.

A atmosfera límpida devido ao vento frio proveniente do norte permitiu a visibildade desde as montanhas Iblei até às ilhas Eólias.

O Etna é um dos três vulcões ativos em solo italiano. Os outros são o Stromboli, na ilha Stromboli, e o conhecido Monte Vesúvio, perto de Nápoles.
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