Debandada mata 15 pessoas na maior peregrinação hindu da Índia
Quinze pessoas morreram e muitas outras ficaram feridas nas últimas horas numa debandada em Prayagraj, no norte da Índia, durante a Kumbh Mela, a maior peregrinação hindu do mundo, disse um médico.
"Temos 15 mortos até ao momento", disse à agência de notícias France-Presse (AFP), sob anonimato, um médico do hospital de campanha montado no recinto do festival, para onde as vítimas foram retiradas após a debandada.
A emissora indiana NDTV avançou que 30 pessoas ficaram feridas na confusão.
As autoridades locais e as forças de segurança ainda não divulgaram números sobre a debandada.
O chefe do governo do estado de Uttar Pradesh, Yogi Adityanath, pediu aos milhões de devotos que evitem aproximar-se da confluência dos rios sagrados Ganges e Yamuna.
Imediatamente após o acidente, um fotógrafo da AFP viu muitas vítimas a serem transportadas por socorristas ou fiéis em cobertores, algumas inconscientes, para dezenas de ambulâncias.
Encontro gigantesco
Realizado uma vez em cada 12 anos, o encontro, apresentado como o maior do planeta, reúne dezenas de milhões de fiéis de todo o país e do estrangeiro durante seis semanas.
De acordo com relatos, o acidente ocorreu pouco depois das 20h30 de terça-feira em Lisboa, quando a multidão se dirigia para a água, para o primeiro mergulho do dia.
Os eventos religiosos são frequentemente palco de acidentes mortais na Índia.
Para acomodar os fiéis, os organizadores construíram uma verdadeira cidade de tendas e edifícios pré-fabricados.
Mais de 40 mil polícias foram mobilizados para garantir a segurança do evento, segundo as autoridades, que este ano estão a utilizar uma rede de câmaras, drones e inteligência artificial.
A edição de 2025 do Kumbh Mela foi fortemente promovida pelo governo do primeiro-ministro hindu ultranacionalista Narendra Modi.