Mundo
Demitiu-se o primeiro ministro do Iémen em plena rebelião xiita
O Primeiro ministro do Iémen, Mohamed Basindawa, demitiu-se domingo, em protesto contra o Presidente Abd Rabbo Mansour Hadi, a quem acusa de "monopolizar o poder". A demissão de Basindawa pode por em causa o acordo político que deveria por fim à rebelião xiita que abala o país desde o início de agosto.
Os rebeldes xiitas do Ansaruallah têm estado em combates violentos com as milícias sunitas do partido islamita al-Isla.
Este domingo tomaram de assalto e assumiram o controlo da sede do Governo e da rádio estatal, na capital do Iémen, Sanaa. Há notícia de movimentações rebeldes também em torno da residência presidencial.
"A situação está a evoluir a grande velocidade" declarou à Agência France Presse um diplomata ocidental.
Os rebeldes xiitas, também chamados Houthi devido ao nome do seu líder, terão já assumido o controlo de importantes locais militares em Sanaa, entre eles, o comando da 6ª região militar, o comando geral das forças armadas e a sede da 4ª brigada. Apesar de um recolher obrigatório decretado sábado, combates violentos continuaram a agitar a capital iemenita durante a madrugada e todo o dia de domingo.Desde quinta-feira os combates entre xiitas e sunitas fizeram dezenas de mortos. Os rebeldes procuram alegadamente uma partilha de poder e estariam dispostos, a partir da posição de força conseguida nos últimos dias, a assinar um acordo com o Governo.
O emissário da ONU para o Iémen, Jamal Benomar, anunciou sábado a eminência de um acordo politico para por fim à crise, mediado com o líder do Ansaruallah, Abdel Malek al-Houthi, no seu reduto no norte do país. O líder xiita enviou mesmo dois emissários a Sanaa para concluir o acordo com a presidência.
Mas Benomar sublinhou que os contornos do acordo político estão mal definidos e deplorou a continuação da violência.
Sanaa a ferro e fogo
Os combates concentram-se na Universidade, um dos bastiões do sunismo salafita que inspira o partido al-Isla. De acordo com várias fontes, o fundador da Universidade, o pregador salafista Abdel Majid al-Zendani, inimigo fidagal dos xiitas, estaria no campus.
O general Ali Mehsen al-Ahmar, responsável por uma rebelião contra o ex-Presidente Ali Abdallah Saleh, está por seu lado em parte incerta.A rebelião xiita começou no início de agosto, quando milhares de pessoas acamparam às portas de Sanaa a exigir a demissão de um governo 'corruto'. A nove de agosto lançaram um primeiro assalto à sede de governo, repelido pelas forças armadas num banho de sangue.
Concessões governamentais, como a formação de um novo executivo e descida do preço dos combustíveis, não conseguiram diminuir a contestação que tem vindo a subir de tom. Os rebeldes exigem agora o direito a escolher alguns dos ministros e acesso da sua região ao mar.
"Os Houthis querem ser decisores poderosos à escala nacional com uma parte do poder igual, até superior, à dos seus principais rivais sunitas o al-Isla. Aquilo que consideram obter obter aumenta à medida do que ganham no terreno" afirmou April Longley, especialista do Iémen.
Nos últimos quatro dias os combates na capital intensificaram-se, escolas e comércio fecharam as portas e os voos internacionais foram suspensos, já que o aeroporto está na zona de combates. Os bairros da zona norte da cidade assistem a um êxodo dos seus habitantes e a cidade inteira parece estar morta.
O ministro do Interior, Abdo Hussein al-Tirb, apelou as forças na capital a não enfrentarem os rebeldes xiitas mas a cooperar com eles para "consolidar a segurança e a estabilidade" na capital.
Este domingo tomaram de assalto e assumiram o controlo da sede do Governo e da rádio estatal, na capital do Iémen, Sanaa. Há notícia de movimentações rebeldes também em torno da residência presidencial.
"A situação está a evoluir a grande velocidade" declarou à Agência France Presse um diplomata ocidental.
Os rebeldes xiitas, também chamados Houthi devido ao nome do seu líder, terão já assumido o controlo de importantes locais militares em Sanaa, entre eles, o comando da 6ª região militar, o comando geral das forças armadas e a sede da 4ª brigada. Apesar de um recolher obrigatório decretado sábado, combates violentos continuaram a agitar a capital iemenita durante a madrugada e todo o dia de domingo.Desde quinta-feira os combates entre xiitas e sunitas fizeram dezenas de mortos. Os rebeldes procuram alegadamente uma partilha de poder e estariam dispostos, a partir da posição de força conseguida nos últimos dias, a assinar um acordo com o Governo.
O emissário da ONU para o Iémen, Jamal Benomar, anunciou sábado a eminência de um acordo politico para por fim à crise, mediado com o líder do Ansaruallah, Abdel Malek al-Houthi, no seu reduto no norte do país. O líder xiita enviou mesmo dois emissários a Sanaa para concluir o acordo com a presidência.
Mas Benomar sublinhou que os contornos do acordo político estão mal definidos e deplorou a continuação da violência.
Sanaa a ferro e fogo
Os combates concentram-se na Universidade, um dos bastiões do sunismo salafita que inspira o partido al-Isla. De acordo com várias fontes, o fundador da Universidade, o pregador salafista Abdel Majid al-Zendani, inimigo fidagal dos xiitas, estaria no campus.
O general Ali Mehsen al-Ahmar, responsável por uma rebelião contra o ex-Presidente Ali Abdallah Saleh, está por seu lado em parte incerta.A rebelião xiita começou no início de agosto, quando milhares de pessoas acamparam às portas de Sanaa a exigir a demissão de um governo 'corruto'. A nove de agosto lançaram um primeiro assalto à sede de governo, repelido pelas forças armadas num banho de sangue.
Concessões governamentais, como a formação de um novo executivo e descida do preço dos combustíveis, não conseguiram diminuir a contestação que tem vindo a subir de tom. Os rebeldes exigem agora o direito a escolher alguns dos ministros e acesso da sua região ao mar.
"Os Houthis querem ser decisores poderosos à escala nacional com uma parte do poder igual, até superior, à dos seus principais rivais sunitas o al-Isla. Aquilo que consideram obter obter aumenta à medida do que ganham no terreno" afirmou April Longley, especialista do Iémen.
Nos últimos quatro dias os combates na capital intensificaram-se, escolas e comércio fecharam as portas e os voos internacionais foram suspensos, já que o aeroporto está na zona de combates. Os bairros da zona norte da cidade assistem a um êxodo dos seus habitantes e a cidade inteira parece estar morta.
O ministro do Interior, Abdo Hussein al-Tirb, apelou as forças na capital a não enfrentarem os rebeldes xiitas mas a cooperar com eles para "consolidar a segurança e a estabilidade" na capital.