Deputada timorense defende mais fiscalização contra corrupção e crime organizado

Deputada timorense defende mais fiscalização contra corrupção e crime organizado

A deputada da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), Nurima Alkatiri, defendeu hoje maior fiscalização contra a corrupção e o crime organizado, depois de ser detetado no país um esquema de investimento falso `online`, denominado "Snapboost".

Lusa /

"Este esquema fraudulento causou prejuízos financeiros severos a uma vasta parcela da população", afirmou a deputada no parlamento, antes do período da ordem do dia.

A Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) anunciou já ter recebido duas queixas de vítimas daquele esquema e pediu a outras que tenham sido visadas e perdido dinheiro para apresentarem formalmente queixa à polícia.

"Este caso evidencia a fragilidade das nossas fronteiras económicas e a urgência em fortalecer os mecanismos de fiscalização contra a corrupção e o crime organizado", salientou Nurima Alkatiri.

"É fundamental que o Estado trate esta ameaça, e todas as alegações existentes, como uma prioridade de segurança nacional", acrescentou.

A deputada afirmou também que não se pode permitir que o "desespero de cidadãos que procuram melhorar as suas vidas seja transformado em oportunidade para o crime organizado".

Para a deputada, o cenário demonstra que Timor-Leste está perante uma "tentativa sistemática de explorar lacunas na supervisão financeira e jurídica".

"É imperativo que não nos limitemos a reagir aos danos já causados, mas que trabalhemos proativamente no fortalecimento do nosso quadro legal e na fiscalização rigorosa de quem entra no nosso território sob o pretexto de investir", disse.

Nurima Allatiri defendeu também que as autoridades competentes devem ter os recursos necessários para fazerem face aos crimes transnacionais.

A polícia timorense tem alertado o público para não confiarem indiscriminadamente em publicações `online` que divulguem informações relacionadas com investimento financeiro sem base legal ou fora do sistema bancário.

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