Deputado sul-coreano condenado por receber subornos de seita religiosa Moon
O Supremo Tribunal da Coreia do Sul confirmou hoje a condenação de um deputado a dois anos de prisão por ter recebido subornos da Igreja da Unificação, também conhecida como seita Moon.
O parlamentar Kweon Seong-dong, figura de destaque do Partido do Poder do Povo (PPP), ligado ao ex-presidente Yoon Suk-yeol, foi condenado em primeira instância por aceitar 100 milhões de won (58.800 euros) em troca de apoio à Igreja da Unificação.
Em comunicado, o Supremo declarou que "o veredicto de culpabilidade emitido pelo tribunal de primeira instância é válido, considerando que a prova-chave do caso é admissível e que o arguido recebeu fundos políticos ilegais". A decisão retira a Kweon o seu assento no Parlamento.
O escândalo de corrupção a envolver a Igreja da Unificação atinge várias figuras políticas sul-coreanas, incluindo a mulher do ex-presidente Yoon, Kim Keon-hee, que cumpre uma pena de prisão por aceitar presentes da mesma seita.
A líder da Igreja, Han Hak-ja, encontra-se atualmente detida, com os procuradores a pedirem 13 anos de prisão por corrupção.
A seita Moon é um movimento religioso fundado na Coreia do Sul em 1954 pelo reverendo Sun Myun-moon, que afirma contar com milhões de seguidores em todo o mundo e que controla um vasto império económico.
O grupo religioso notabilizou-se globalmente pelas suas cerimónias de casamentos em massa e pelo envolvimento em atividades empresariais e anticomunistas.