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Desaparecimento do presidente da Fosun abala praças da China

Desaparecimento do presidente da Fosun abala praças da China

O multimilionário chinês Guo Guangchang, presidente da Fosun, que detém a seguradora Fidelidade, está em parte incerta. A imprensa chinesa avança que pode ter sido detido para interrogatório. As ações do grupo estão suspensas nos mercados bolsistas da China.

Sandra Salvado - RTP /
Jason Lee - Reuters

Guangchang está incontactável desde a hora de almoço de quinta-feira e poderá estar a ser ouvido pelas autoridades.

É o que avança a imprensa chinesa, depois de nos últimos meses terem surgido notícias de que a Fosun e o próprio presidente estariam envolvidos num caso de corrupção e manipulação de ações.
"Detido para interrogatório"
Fonte executiva da empresa admite o desaparecimento do presidente e assegura que está "a controlar" a situação, segundo a revista Caixin (especializada em notícias financeiras sobre a China), citada pela agência Bloomberg e pela agência France Presse.

O mesmo responsável da Fosun disse que as chamadas para o telemóvel de Guo Guangchang não tiveram qualquer tipo de resposta.

Entretanto, a imprensa chinesa avança que o presidente da empresa está detido para interrogatório. Guangchang, de 48 anos, estava em Xangai à hora de almoço, mas deixou de atender o telefone.


Há ainda notícias que indicam que Guo Guangchang foi visto sob escolta policial no aeroporto de Xangai e que teria sido detido ou levado para interrogatório, no âmbito de investigações sobre corrupção.
As ligações de Guangchang
Um tribunal chinês considerou, em agosto passado, que Guangchang manteve ligações inapropriadas com Wang Zongnan, condenado a 18 anos de prisão por ter desviado 195 milhões de yuans em fundos empresariais, quando liderava várias sociedades do Estado, noticiou na altura a agência Reuters.

Ainda de acordo com a Caixin, Guo vendeu duas propriedades aos pais de Wang em 2003 por cerca de metade do preço por que estariam avaliadas.

A Fosun emitiu então um comunicado a negar que o seu presidente tivesse recebido benefícios ilegais da ligação profissional às companhias presididas por Wang. Além disso, acrescentou que as propriedades foram vendidas a um preço que incorporava o desconto normal nestas transações.
Ações suspensas
Apesar de não haver ainda confirmação oficial sobre a detenção, as ações da Fosun foram esta sexta-feira suspensas na bolsa de Hong Kong.

O fundador do Grupo Fosun é o 17.º homem mais rico da China, com uma fortuna avaliada em 5,6 mil milhões de euros.

A Fosun detém empresas em todo mundo nas mais diversas áreas, como seguros, medicamentos e até uma participação no Cirque du Soleil. Em Portugal, além da Fidelidade, a Fosun comprou a Luz Saúde.

Contactado pela France Presse, um porta-voz da Fosun, recusou-se a comentar o caso pelo facto de serem "informações sensíveis que podem ter impacto no mercado de ações”. E acrescenta: “A Fosun continua a operar normalmente."
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