Mundo
Desigualdade e riscos ambientais assombram o mundo
O relatório de 2017 do Fórum Económico Mundial destaca três fatores que influenciarão o mundo nos próximos dez anos: a desigualdade económica, a polarização social e a intensificação das ameaças ambientais.
“Será necessária uma ação colaborativa dos líderes mundiais para evitar mais dificuldades e volatilidade na próxima década”, lê-se no Global Risks Report 2017, divulgado esta quarta-feira.
As conclusões do relatório de 76 páginas vão ajudar a definir a agenda da reunião anual do Fórum Económico Mundial (WEF, na sigla inglesa) em Davos, que vai decorrer ente 17 e 20 de janeiro e será dedicada ao tema “Liderança Sensível e Responsável”.
Para elaborar o Global Risks Report 2017, “cerca de 750 especialistas avaliaram 30 riscos globais e 13 tendências subjacentes que poderiam ampliá-los ou alterar as interconexões entre eles e num contexto de crescente descontentamento político e perturbação em todo o mundo”.
“Identificaram três grandes problemas que moldarão a evolução global na próxima década”, explica o documento.
O primeiro grande problema é que persistem os padrões de desigualdade de rendimentos; o segundo, o facto de as alterações climáticas dominarem o panorama de riscos globais; o terceiro é que a sociedade não está a acompanhar o ritmo da mudança tecnológica.
Os relatores consideram que, “embora em 2016 o mundo parecesse caminhar para avanços significativos na área do clima, com um grupo de países, entre os quais os Estados Unidos e a China, a ratificar o Acordo de Paris, as mudanças políticas na Europa e nos Estados Unidos colocam esse progresso em risco”.
“A dificuldade que os líderes enfrentarão em acertar um plano de ações no âmbito internacional para fazer face aos riscos económicos e sociais mais prementes” é outro dos destaques para que os peritos chamam a atenção.
Ação urgente dos líderes mundiais
Para a diretora de Competitividade Global do WEF, Margareta Drzeniek-Hanouz, “é necessária uma ação urgente entre os líderes para identificar formas de superar as diferenças políticas ou ideológicas e trabalhar em conjunto para resolver os desafios mais graves”.
“A dinâmica de 2016 para enfrentar as alterações climáticas demonstra que tal ação é possível e oferece esperança de que uma ação coletiva a nível internacional, direcionada para a redefinição de outros riscos, também, possa ser alcançada”, acrescenta a responsável num tom mais otimista.
Para os especialistas, “as transições complexas que o mundo está atualmente a atravessar, desde a preparação para um futuro com baixas emissões de carbono até uma mudança tecnológica sem precedentes para se adaptar às novas realidades económicas e geopolíticas globais, colocam ainda mais ênfase na necessidade de os líderes apostarem no pensamento, no investimento e na cooperação internacional a longo prazo”.
“Vivemos tempos de rutura, em que o progresso tecnológico também cria desafios, e sem a devida gestão e requalificação dos trabalhadores, a tecnologia acabará por eliminar postos de trabalho mais rapidamente do que criá-los”, sublinhou a diretora do departamento de riscos da seguradora Zurich.
Segundo Cecilia Reyes, “os governos não conseguem oferecer os níveis históricos de proteção social, e uma narrativa antissistema ganhou força, com novos líderes políticos a culpar a globalização pelos desafios da sociedade, criando um círculo vicioso em que o menor crescimento económico sé aumentará a desigualdade, pelo que a cooperação é essencial para evitar a detioração das finanças públicas e a exacerbação da agitação social”.
c/ Lusa
As conclusões do relatório de 76 páginas vão ajudar a definir a agenda da reunião anual do Fórum Económico Mundial (WEF, na sigla inglesa) em Davos, que vai decorrer ente 17 e 20 de janeiro e será dedicada ao tema “Liderança Sensível e Responsável”.
Para elaborar o Global Risks Report 2017, “cerca de 750 especialistas avaliaram 30 riscos globais e 13 tendências subjacentes que poderiam ampliá-los ou alterar as interconexões entre eles e num contexto de crescente descontentamento político e perturbação em todo o mundo”.
“Identificaram três grandes problemas que moldarão a evolução global na próxima década”, explica o documento.
O primeiro grande problema é que persistem os padrões de desigualdade de rendimentos; o segundo, o facto de as alterações climáticas dominarem o panorama de riscos globais; o terceiro é que a sociedade não está a acompanhar o ritmo da mudança tecnológica.
Os relatores consideram que, “embora em 2016 o mundo parecesse caminhar para avanços significativos na área do clima, com um grupo de países, entre os quais os Estados Unidos e a China, a ratificar o Acordo de Paris, as mudanças políticas na Europa e nos Estados Unidos colocam esse progresso em risco”.
“A dificuldade que os líderes enfrentarão em acertar um plano de ações no âmbito internacional para fazer face aos riscos económicos e sociais mais prementes” é outro dos destaques para que os peritos chamam a atenção.
Ação urgente dos líderes mundiais
Para a diretora de Competitividade Global do WEF, Margareta Drzeniek-Hanouz, “é necessária uma ação urgente entre os líderes para identificar formas de superar as diferenças políticas ou ideológicas e trabalhar em conjunto para resolver os desafios mais graves”.
“A dinâmica de 2016 para enfrentar as alterações climáticas demonstra que tal ação é possível e oferece esperança de que uma ação coletiva a nível internacional, direcionada para a redefinição de outros riscos, também, possa ser alcançada”, acrescenta a responsável num tom mais otimista.
Para os especialistas, “as transições complexas que o mundo está atualmente a atravessar, desde a preparação para um futuro com baixas emissões de carbono até uma mudança tecnológica sem precedentes para se adaptar às novas realidades económicas e geopolíticas globais, colocam ainda mais ênfase na necessidade de os líderes apostarem no pensamento, no investimento e na cooperação internacional a longo prazo”.
“Vivemos tempos de rutura, em que o progresso tecnológico também cria desafios, e sem a devida gestão e requalificação dos trabalhadores, a tecnologia acabará por eliminar postos de trabalho mais rapidamente do que criá-los”, sublinhou a diretora do departamento de riscos da seguradora Zurich.
Segundo Cecilia Reyes, “os governos não conseguem oferecer os níveis históricos de proteção social, e uma narrativa antissistema ganhou força, com novos líderes políticos a culpar a globalização pelos desafios da sociedade, criando um círculo vicioso em que o menor crescimento económico sé aumentará a desigualdade, pelo que a cooperação é essencial para evitar a detioração das finanças públicas e a exacerbação da agitação social”.
c/ Lusa