Detenções nas Finanças de Moçambique por corrupção e uso indevido de fundos
As autoridades moçambicanas estão a realizar detenções no Ministério das Finanças relacionadas com cobranças de comissões para libertação de quotas, uso indevido de fundos estatais e corrupção, casos que envolvem funcionários seniores, disse hoje fonte ligada ao processo.
Sem avançar números, a mesma fonte referiu que as detenções estão relacionadas com um processo envolvendo o Tesouro, aberto pelo Gabinete Central de Combate a Corrupção (GCCC) "que versa sobre cobranças de comissões para libertação das quotas financeiras em torno de pagamento de faturas ligadas à contratação pública e fornecimento de bens".
Segundo a mesma fonte, estão também em curso buscas e apreensões nas instalações do Centro de Desenvolvimento de Sistemas de Informação de Finanças (Cedsif), entidade tutelada pelo Ministério das Finanças, contra "quadros seniores que integram o conselho de administração", por suspeitas de envolvimento em atos de corrupção, pagamento e uso indevido de fundos do Estado.
A comunicação social moçambicana aponta para sete detidos no Ministério das Finanças, um dado ainda não confirmado pelas autoridades.
Em 2022, pelo menos três funcionários do Cedsif foram detidos, acusados de envolvimento num esquema de fraude que lesou o Estado moçambicano em quase seis milhões de meticais (80 mil euros ao câmbio atual).