Detido mais um colaborador de Maria Corina Machado na Venezuela

Detido mais um colaborador de Maria Corina Machado na Venezuela

O partido Vente Venezuela (VV), da líder da oposição Maria Corina Machado, denunciou a detenção, na sexta-feira, de Yoel Sucre, elevando para dois os colaboradores desta formação política detidos pelas autoridades numa semana.

Lusa /

"Yoel Sucre, coordenador de ativismo de Vente Venezuela no município de Barinas [510 quilómetros a sudoeste de Caracas], foi detido por funcionários da Guarda Nacional Bolivariana num posto de controlo situado na localidade de Bruzual, na fronteira entre os estados de Apure e Barinas, nesta sexta-feira, 22 de maio", denunciou o departamento de Direitos Humanos do VV na rede social X.

O VV explicou que após algumas horas, o colaborador foi transferido para a sede da Guarda Nacional (GNB) em Mantecal, no estado de Apure, "onde se encontra algemado e com ordem de ser transferido para San Fernando de Apure, para ser presente a tribunal por terrorismo e incitação ao ódio".

O VV explicou ainda que Yoel Sucre "regressou ao país há alguns meses, após ter sido perseguido em 2025 no contexto pós-eleitoral, terá comparecido há alguns dias nos tribunais do estado de Barinas para solicitar a amnistia, onde lhe foi informado que o seu processo tinha sido arquivado e que não era procurado".

"Alertamos a comunidade internacional para este novo caso de perseguição registado contra a nossa liderança nos últimos dias. A perseguição no país por parte do regime continua. Exigimos o fim do assédio e a libertação imediata de Yoel Sucre", concluiu.

Em 17 de maio, o partido Vente Venezuela denunciou a detenção do colaborador Ángel León, quando regressava ao país desde a vizinha Colômbia.

Numa mensagem divulgada na rede social X, o VV começou por dizer que perdeu o contacto com o coordenador do Distrito Capital quando este regressava à Venezuela por via terrestre.

"De acordo com as informações de que dispomos, ele está detido no posto de controlo rodoviário situado na Troncal 5, no setor de La Pedrera, na estrada Táchira-Barinas", indicou.

Segundo o VV, "Ángel viajava acompanhado de outro cidadão que trabalha como taxista, o qual também se encontra detido".

"A ambos lhes foram retirados os documentos e os telemóveis. Responsabilizamos o regime pela integridade do nosso companheiro Ángel León e do seu acompanhante, e exigimos a sua libertação imediata, concluiu.

Segundo a organização não-governamental (ONG) Justiça, Encontro e Perdão (EJP), em 19 de maio estavam detidas, na Venezuela, 654 pessoas por motivos políticos, 84 mulheres e 570 homens.

Entre os presos políticos a EJP identificou 26 cidadãos estrangeiros e 29 venezuelanos com dupla nacionalidade.

Entre os estrangeiros encontram-se cinco portugueses cujos nomes foram entregues às autoridades venezuelanas, no âmbito das visitas ao país do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, e do líder do Partido Socialista português, José Luís Carneiro, antigo titular da pasta, em finais de março.

Durante as visitas, ambos sublinharam às autoridades locais o interesse de Portugal em que os presos políticos portugueses sejam libertados.

Aquando das visitas estavam presos seis portugueses, tendo entretanto sido libertado um deles.

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