Detidos líderes do golpe de Estado no Burundi

Detidos líderes do golpe de Estado no Burundi

Foram detidos três dos autores do golpe de Estado fracassado contra o presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza. No entanto, segundo um porta-voz da Presidência, o general apontado como líder do golpe, Godefroid Niyombare, "ainda está na corrida" e as autoridades não sabem do seu paradeiro.

João Ferreira Pelarigo - RTP /
Reuters

Anteriormente, o líder golpista Niyombare tinha dito à agência France Presse que ele e os que o acompanharam nesta tentativa tencionavam render-se. "Eu espero que eles não nos matem", apelou.

Depois desta mensagem, Niyombare desapareceu e as autoridades não sabem do seu paradeiro, disse à BBC o porta-voz da Presidência Gervais Abayeho.

O presidente do Burundi - na Tanzânia quando se deu o ataque que matou pelo menos cinco soldados - regressou ao país e espera-se que faça um discurso.
Nkurunziza não conseguiu aterrar mais cedo em Bujumbura porque os golpistas encerraram o aeroporto.
Esta sexta-feira foi anunciada a rendição de três dos promotores do golpe de Estado, que acabaram por ser presos. São dois generais e um polícia, sendo que uma das patentes militares é o antigo ministro da Defesa Cyrille Ndayirukiye, de acordo com o mesmo porta-voz.

"Se se provar que eles estão entre os que promoveram o golpe de Estado então eles terão que enfrentar a justiça", sublinhou Abayeho.
Terceiro mandato
Na base do golpe de Estado está a intenção, por parte do presidente Nkurunziza, de conseguir um terceiro mandato.

Milhares de pessoas celebraram nas ruas da capital, Bujumbura, depois de Niyombare anunciar na quarta-feira a ocupação da rádio pública.

Foto: Goran Tomasevic, Reuters

Esse momento seguiu-se a várias semanas de protestos contra a decisão do atual presidente de conquistar um terceiro mandato, uma manobra aparentemente inconstitucional.
Eleições prosseguem
O porta-voz do presidente confirmou que, depois de ele regressar ao país, as eleições iam continuar como estava previsto.

"O presidente está em bom estado, ele não vê quaisquer problemas. Ele foi eleito pelas pessoas e ele vai entrar na corrida novamente", afirmou.

Já o chefe de Estado do Burundi publicou na sua conta do Twitter uma mensagem de agradecimento: "Agradeço aos militares e à polícia o seu patriotismo. Acima de tudo, agradeço à população pela sua paciência".
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